Falso investidor é preso por aplicar golpe do amor de R$ 327 mil

A Polícia Civil prendeu um homem investigado por se passar por investidor financeiro para aplicar o chamado ‘golpe do amor’ em aplicativos de relacionamento. O suspeito foi localizado pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais e acabou com um prejuízo de R$ 327.161,47 para uma única vítima.

De acordo com os agentes, o golpista usava as redes sociais e aplicativos de namoro para criar vínculos afetivos com as vítimas. Após ganhar a confiança das mulheres, ele apresentava falsas oportunidades de investimentos com promessa de retornos financeiros muito acima da média do mercado.

Como funcionava o esquema do falso investidor nos aplicativos

As investigações apontam que o suspeito mantinha uma rotina de aproximação progressiva. Ele iniciava o contato pelo aplicativo de namoro, migrava a conversa para redes sociais e demonstrava um estilo de vida de sucesso profissional. O homem afirmava trabalhar no mercado financeiro e ter acesso a investimentos exclusivos.

No início deste ano, ele começou um relacionamento afetivo com uma mulher e apresentou a ela uma suposta aplicação que prometia lucros rápidos. Confiando no namorado, a vítima fez diversos repasses e transferências bancárias via Pix e TED, somando mais de R$ 327 mil investidos. Os valores eram direcionados para contas ligadas ao investigado e nunca retornaram.

Quando a vítima tentou resgatar o dinheiro e os lucros prometidos, o homem passou a inventar desculpas operacionais e burocráticas para impedir o saque. Ao perceber que havia caído em um golpe, a mulher procurou a Polícia Civil para registrar a ocorrência e apresentar os comprovantes das transferências efetuadas.

Como funciona o golpe do amor nas redes sociais

O golpe do amor, também conhecido como estelionato sentimental, acontece quando o criminoso cria um perfil falso ou constrói uma persona de sucesso para seduzir a vítima. O objetivo principal do contato não é o relacionamento interpessoal, mas sim o ganho financeiro facilitado pela confiança criada.

Geralmente, os golpistas alegam urgências médicas, oportunidades imperdíveis de negócios, problemas com a alfândega ou investimentos de alta rentabilidade. Eles pedem transferências diretas ou que a pessoa faça empréstimos bancários para transferir o dinheiro imediatamente, alegando que o valor será devolvido em poucos dias.

O que fazer se você for vítima desse golpe

Se você suspeita que está sendo vítima ou já transferiu valores para um perfil de aplicativo de relacionamento, o primeiro passo é interromper qualquer envio de dinheiro e cessar a conversa com o suspeito. Guarde todas as provas do contato e das transações efetuadas no celular.

Tire fotos da tela de todas as conversas, guarde os comprovantes de Pix, transferências e extratos bancários com os nomes e CPFs ou CNPJs dos destinatários. Leve todo esse material até a delegacia de Polícia Civil mais próxima da sua residência para lavrar o Boletim de Ocorrência por estelionato.

No estado do Rio de Janeiro, a vítima também pode fazer o registro de maneira virtual através do portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Além da polícia, avise imediatamente o seu banco para tentar acionar o Mecanismo Especial de Devolução do Pix.

Como denunciar e buscar ajuda

Quem tiver informações sobre golpistas que atuam na internet ou em aplicativos de relacionamento no Rio de Janeiro pode fazer denúncias de forma totalmente anônima. O canal oficial para envio de informações é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro.

As denúncias podem ser feitas pelo telefone (21) 2253-1177, que funciona 24 horas por dia e garante o sigilo do denunciante. É possível também utilizar o aplicativo ‘Disque Denúncia RJ’ para enviar fotos, prints de conversas e dados das contas bancárias fornecidas pelos estelionatários.

Para moradores da capital e Baixada Fluminense, o atendimento presencial para casos de estelionato digital pode ser feito em qualquer delegacia de bairro ou na Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos, localizada na Cidade da Polícia, no bairro do Jacarezinho, Zona Norte do Rio.

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