Uma fábrica clandestina de espetinhos no Andaraí foi fechada após fiscalização realizada nesta terça-feira (17) por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio), na Zona Norte do Rio.
Durante a ação, os fiscais encontraram uma série de irregularidades no local, que funcionava sem autorização para produzir alimentos de origem animal. O estabelecimento operava na Rua Ferreira Pontes e não possuía qualquer registro sanitário.
Segundo os órgãos municipais, aproximadamente 700 quilos de alimentos considerados impróprios para consumo foram descartados. Entre os problemas identificados estavam produtos vencidos e armazenados em condições inadequadas.
Além disso, o ambiente apresentava falhas graves de higiene, o que levou à interdição imediata da fábrica e à suspensão da distribuição dos produtos fabricados no local.
O estabelecimento, identificado como “Espetinho Gaúcho”, também foi multado em R$ 12 mil pelas irregularidades constatadas durante a fiscalização.
De acordo com a prefeitura, a produção incluía diversos tipos de espetos, como carne, linguiça, kafta, queijo coalho, salsichão e frango com bacon. Os produtos eram distribuídos para diferentes regiões da cidade e também vendidos diretamente ao público, principalmente durante a noite.
A operação contou com cerca de 20 agentes e teve início por volta das 10h. Todo o material considerado inadequado foi inutilizado ainda durante a ação para evitar riscos à saúde da população.
As investigações que levaram à interdição começaram a partir de fiscalizações na orla da cidade, dentro de uma operação voltada ao período de verão. Na ocasião, agentes identificaram embalagens ligadas ao estabelecimento, o que levantou suspeitas sobre a origem dos produtos.
A partir disso, o local passou a ser monitorado até que a operação fosse realizada, confirmando as irregularidades.
A ação reforça o alerta das autoridades sobre os riscos do consumo de alimentos produzidos sem controle sanitário e destaca a importância da fiscalização para garantir a segurança alimentar.
E fica o alerta: por trás de um produto aparentemente comum, pode existir um risco que o consumidor nem imagina.














