A execução de policial civil em Niterói teve monitoramento por vídeos, segundo informações obtidas pela investigação da Polícia Civil. Imagens encontradas nos celulares dos acusados mostram que a vítima foi acompanhada de perto dias antes do crime.
De acordo com a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, os registros revelam que os suspeitos fizeram campanas em diferentes pontos ligados à rotina do policial, incluindo a delegacia onde ele trabalhava e a região onde morava.
Entre os vídeos analisados, há imagens gravadas em frente à 29ª DP (Madureira), além de registros feitos na Ponte Rio-Niterói. Em um dos momentos, o policial aparece saindo de uma viatura e entrando em casa, em Piratininga, dias antes de ser morto.
O crime aconteceu quando a vítima colocava o lixo para fora de casa. Um carro branco se aproximou, e o passageiro efetuou diversos disparos. O policial morreu no local.
As imagens foram obtidas após autorização judicial para quebra de sigilo telemático e telefônico dos investigados. Ao todo, cinco réus respondem pelo homicídio e também por crimes relacionados à clonagem de placa do veículo utilizado na ação.
Segundo as investigações, um dos acusados acompanhava diretamente a rotina do policial, registrando vídeos dos locais frequentados por ele. O material ajudou a detalhar o planejamento do crime.
Além do homicídio, o grupo também é acusado de utilizar um veículo com placa clonada para realizar a vigilância. A fraude foi identificada após sistemas de monitoramento apontarem que a placa original circulava em outra cidade, no interior de São Paulo, ao mesmo tempo.
O carro utilizado na execução foi encontrado posteriormente incendiado. Durante a investigação, policiais localizaram outros veículos ligados aos suspeitos, além de materiais que indicam a tentativa de ocultar provas.
Quatro dos investigados foram presos logo após o crime, enquanto tentavam fugir. Um quinto suspeito, apontado como responsável pela coordenação da ação, também foi detido posteriormente.
A polícia ainda busca esclarecer a motivação do crime e identificar possíveis mandantes. As defesas dos acusados negam envolvimento e afirmam que irão apresentar seus argumentos ao longo do processo.
O caso segue em andamento e novas informações podem surgir a partir da análise dos materiais apreendidos, que continuam sendo examinados pelas autoridades.
O avanço das investigações revela o nível de planejamento por trás da ação — e levanta questionamentos sobre o que ainda pode vir à tona nos próximos desdobramentos.














