Ex-PMs são presos por integrar segurança do contraventor Rogério de Andrade durante uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (29) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. A ação faz parte da segunda fase da Operação Pretorianos.
De acordo com a denúncia do MPRJ, os policiais militares aposentados Marcos Antônio de Oliveira Machado, conhecido como Machado, e Carlos André Carneiro de Souza, o Carneiro, faziam parte da equipe de segurança pessoal de Rogério de Andrade, prestando serviços diretos a ele e a seus familiares.
Ainda segundo o Ministério Público, Carlos André, em conjunto com Rogério de Andrade, foi denunciado por subornar um policial militar da ativa para obter informações sigilosas sobre operações policiais. O objetivo seria direcionar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos explorados por grupos rivais.
A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Os investigados responderão por constituição de organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e corrupção ativa.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do MPRJ, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
Em nota, a Polícia Militar informou que os PMs acusados serão encaminhados à Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói. A corporação destacou que, mesmo na condição de policiais da reserva, eles passarão por Processo Administrativo Disciplinar para avaliar a permanência nos quadros da instituição. “O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados”, diz o comunicado.
Rogério de Andrade, que também teve mandado de prisão cumprido nesta quinta-feira, está detido desde novembro de 2024 na Penitenciária Federal de Campo Grande. Ele é apontado como chefe de uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho e acusado de mandar matar o rival Fernando Iggnácio, crime ocorrido em 2020.
O contraventor foi preso em outubro de 2024 e, antes da transferência para o presídio federal, ficou detido em uma cela isolada no complexo penitenciário de Bangu 1, na Zona Oeste do Rio. Ele já havia sido preso anteriormente, solto por decisões judiciais e submetido a medidas cautelares, até voltar à prisão no ano passado.
As investigações do MPRJ seguem em andamento para apurar a extensão da atuação do grupo e a possível participação de outros envolvidos no esquema de segurança armada e proteção ao jogo do bicho no estado.














