Ex-BBB Angélica Morango perde rede social e lança novo projeto +18

A jornalista e ex-participante do Big Brother Brasil Angélica Morango, de 41 anos, anunciou o retorno à produção de conteúdo adulto por meio de um novo jogo interativo. A decisão ocorreu após a ex-BBB ter suas contas do Instagram e do Threads desativadas, somando uma perda de 125 mil seguidores.

Ex-BBB Angélica Morango aposta em jogo sensual após perder redes

A criadora de conteúdo informou que a nova empreitada vai misturar sensualidade e dinâmicas interativas com o público. Segundo Angélica, a proposta inicial não se resume à exibição de material totalmente explícito, focando em formatos de entretenimento voltados exclusivamente para maiores de 18 anos.

As primeiras gravações do projeto estão agendadas para acontecer no estado de São Paulo. A intenção da escritora e influenciadora é expandir as rotinas de produção e os cenários de gravações para outras regiões do país ao longo de 2027.

Perda das redes sociais e queda no faturamento

O bloqueio repentino das plataformas pegou a influenciadora de surpresa e causou impacto direto nas finanças. Segundo a ex-BBB, as redes desativadas funcionavam como a principal vitrine para divulgar trabalhos, manter contato diário com o público e atrair novos assinantes para suas plataformas privadas.

A desativação das perfis reduziu drasticamente o tráfego de novos clientes e a arrecadação mensal. Sem receber justificativa clara sobre qual regra teria sido descumprida, Angélica contratou advogados e ingressou com uma ação na Justiça para tentar restabelecer os acessos aos perfis.

A ex-participante do reality show revelou ainda que a suspensão não foi um caso isolado. Pelo menos outros 20 produtores de conteúdo voltado ao público adulto relataram o mesmo problema no mesmo período, o que motivou uma articulação coletiva para contestar os banimentos aplicados pela Meta.

O que fazer se você teve a conta suspensa na rede social

A derrubada de perfis sem aviso prévio atinge tanto figuras públicas quanto pequenos comerciantes do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense que usam a internet como ganha-pão. A legislação brasileira, respaldada pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Marco Civil da Internet, garante meios de contestar punições arbitrárias.

  • Notificação interna: O primeiro passo é utilizar os canais formais da própria rede social para solicitar a revisão do bloqueio e pedir detalhes do motivo.
  • Plataforma Consumidor.gov.br: É possível registrar uma reclamação oficial contra a empresa responsável pela rede social relatando a perda de acesso e eventuais prejuízos financeiros.
  • Procon-RJ: O cidadão pode buscar o órgão de proteção ao consumidor do estado para tentar uma mediação direta com a plataforma.
  • Ação judicial com pedido liminar: Caso a conta seja essencial para o trabalho e a empresa não responda, o usuário pode acionar o Juizado Especial Cível com auxílio de um advogado ou da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Regras das plataformas e direitos do criador de conteúdo

As grandes empresas de tecnologia estabelecem Termos de Serviço rigorosos sobre a publicação de conteúdos considerados eróticos ou de nudez. No entanto, decisões recentes do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro apontam que as redes não podem banir usuários de forma automática sem garantir direito de defesa e explicação transparente.

Quando a conta cancelada gera renda direta ou serve de divulgação comercial, a interrupção abrupta pode gerar o dever de indenização por danos materiais e morais. Para fundamentar o pedido judicial, o usuário deve guardar comprovantes de rendimentos, prints das tentativas de contato e registros das mensagens de erro apresentadas pelo aplicativo.

A trajetória de Angélica e a economia dos criadores

Angélica Morango ficou conhecida nacionalmente ao participar da décima edição do reality show Big Brother Brasil, da TV Globo. Após a saída do programa, atuou como jornalista, escritora, apresentadora e DJ, mantendo presença ativa na imprensa e nas plataformas digitais.

Nos últimos anos, a influenciadora passou a integrar o mercado de assinaturas pagas por conteúdo exclusivo, setor que movimenta milhões de reais e reúne milhares de trabalhadores informais e autônomos no Brasil. O novo jogo interativo representa uma tentativa de diversificar os canais de renda e reduzir a dependência exclusiva de redes sociais terceirizadas.

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