Estudante de veterinária presa no Rio vivia vida de luxo ligada ao PCC

Beatriz Leão Montibeller Borges

A estudante de veterinária presa no Rio vivia uma rotina de ostentação, registrada em vídeos nas redes sociais, enquanto era investigada por ligação com o crime organizado. Beatriz Leão Montibeller Borges, de 25 anos, foi detida na última sexta-feira (30) em um apartamento de luxo em Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade. Segundo a Polícia Civil do Paraná, ela é namorada de um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado e estava foragida desde março deste ano.

Natural do Paraná, Beatriz compartilhava vídeos dançando, posando de biquíni e treinando em academias. Em seu perfil no TikTok, reunia cerca de 2,6 mil seguidores, com postagens que chegaram a ultrapassar 50 mil visualizações. A mais popular, de janeiro, mostra a jovem de biquíni rosa e bandana na cabeça, segurando uma taça de bebida. A publicação recebeu mais de 130 comentários.

Outro conteúdo, publicado no mesmo mês, mostra a estudante de short e top branco dançando uma música do rapper Oruam, atualmente preso. Em agosto de 2024, antes de se tornar foragida, Beatriz publicou uma foto de biquíni em frente a um espelho, com a legenda: Eu apaixonada por mim mesma? Sim!

Além das imagens em trajes de praia, a jovem também dedicava parte de seus conteúdos à rotina de musculação. Exercícios como agachamentos, flexões e treinos para as costas eram exibidos em vídeos gravados em academias.

Em suas redes, Beatriz afirmava ser natural de Bagé, no Rio Grande do Sul, e morar em Curitiba. Na capital paranaense, cursava medicina veterinária e ainda tinha três empresas registradas em seu nome: uma de agenciamento de serviços e negócios, outra no ramo de comércio varejista de roupas e acessórios e uma casa de festas.

A Polícia Civil do Paraná afirma que a estudante era conhecida como a “musa do tráfico” e que além de associação ao tráfico também será indiciada por lavagem de dinheiro, já que era apontada como responsável pelas finanças da facção.

Ele (o chefe do PCC), inclusive, acabava bancando essa vida luxuosa que ela ostentava nas redes sociais. Viagens, faculdades, academia, tudo isso era bancado pelo dinheiro do crime. Então, nós representamos pela prisão preventiva dessa mulher e foi expedida. Ela fugiu do Paraná e nós estávamos levantando informações sobre ela — afirmou o delegado Thiago Andrade, responsável pela investigação, em depoimento à imprensa.

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