Estacionamento digital no Rio começa em agosto e muda sistema do Rio Rotativo

Flanelinha

O estacionamento digital no Rio começa em agosto e promete transformar completamente o funcionamento do Rio Rotativo. A mudança, anunciada pela Prefeitura nesta sexta-feira (24), elimina o uso de talões de papel e passa a adotar um sistema totalmente digital para gestão das vagas públicas.

Atualmente, a cidade conta com cerca de 37 mil vagas cadastradas, mas o modelo ainda depende da compra de talões físicos, muitas vezes intermediados por guardadores informais. Com a nova proposta, todo o processo será feito por meio do aplicativo Jaé.

Na prática, o motorista deverá acessar o app ao estacionar em uma vaga sinalizada. O sistema identificará automaticamente a localização por GPS, permitindo que o usuário informe a placa do veículo e escolha o tempo de permanência. O pagamento poderá ser realizado por créditos no aplicativo, Pix ou cartão de crédito.

A tarifa será mantida em R$ 2 por duas horas, com possibilidade de renovação até o limite máximo de seis horas. O sistema também fará o controle do tempo de uso, cruzamento de dados e identificação de irregularidades, além de enviar notificações aos usuários.

Outra mudança importante envolve a fiscalização. O modelo tradicional dará lugar aos chamados “agentes de verificação”, que serão credenciados por associações e utilizarão um aplicativo específico para registrar a situação das vagas por meio de fotos.

Cada verificação validada renderá R$ 1 ao agente, criando um novo formato de acompanhamento das vagas públicas.

Segundo a Prefeitura, o novo sistema também busca combater práticas ilegais, como cobranças indevidas por parte de guardadores informais, ampliando o controle e a transparência no uso das vagas.

O cronograma prevê início do credenciamento dos agentes em junho, com treinamentos em julho. Testes do sistema também devem ocorrer nesse período antes da entrada oficial em operação em agosto.

A iniciativa segue uma tendência já adotada em outras capitais brasileiras, como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, que utilizam modelos digitais para gestão do estacionamento rotativo.

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