Esquerdogata é acusada pelo Ministério Público por rifas ilegais nas redes sociais

Esquerdogata

A influenciadora Aline Bardy Dutra, conhecida como Esquerdogata, é acusada pelo Ministério Público de São Paulo de vender rifas ilegais nas redes sociais. Segundo a Promotoria Criminal de Ribeirão Preto, a prática configura contravenção penal, já que sorteios e rifas só podem ser realizados com autorização do Ministério da Fazenda.

De acordo com o promotor Paulo José Freire Teotônio, o órgão propôs a Aline o pagamento de 10 salários mínimos como forma de acordo para evitar uma ação penal. O valor foi definido levando em conta o alcance da influenciadora, que tem mais de 800 mil seguidores em suas plataformas digitais.

As investigações começaram em abril deste ano, meses antes de Aline ser presa por desacato a policiais militares em Ribeirão Preto, no fim de outubro. O episódio, filmado e amplamente divulgado nas redes sociais, mostrou a influenciadora discutindo com agentes durante uma abordagem. Caso aceite o acordo, Aline poderá encerrar o processo mediante o pagamento integral do valor estipulado.

Em entrevista ao portal Metrópoles, o promotor explicou que rifas online exigem controle rigoroso. “Redes sociais não podem ser terra de ninguém, onde vale tudo e não há controle. Apostas on-line têm parâmetros legais: é indispensável ter lastro monetário, ser pessoa jurídica, recolher os impostos devidos e ter mecanismos de fiscalização”, afirmou.

A defesa de Aline não se manifestou até o fechamento desta matéria.

Conhecida por unir militância política e comunicação digital, Esquerdogata é professora e ativista de esquerda. Em seu perfil, publica vídeos e textos sobre política, desigualdade social e economia. Além disso, mantém uma loja online com produtos personalizados que, segundo ela, buscam “fortalecer a luta coletiva de forma criativa e acessível”.

O Ministério Público de São Paulo segue acompanhando o caso e aguarda o posicionamento formal da defesa da influenciadora.

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