Uma briga entre famílias donas de restaurantes de kebab resultou em uma cena de caos nas ruas de Newport, no sul do País de Gales. Armados com espetos de kebab, garrafas de vidro e barras de metal, os grupos rivais se enfrentaram em plena luz do dia, surpreendendo pedestres e sendo flagrados por câmeras de segurança. A polícia informou que o confronto envolveu as famílias Sayak e Aksoy, ambas de origem turca, e teve início por uma rixa antiga entre os clãs.
De acordo com investigações locais, o embate ocorreu em frente a um restaurante e uma mercearia na Commercial Road, em Pill, uma movimentada via próxima à principal delegacia da cidade. O local precisou ser interditado por cerca de três horas enquanto os agentes controlavam a confusão e faziam as prisões.
Imagens divulgadas pela imprensa britânica mostraram homens ensanguentados, com ferimentos e hematomas graves. Ao todo, oito pessoas foram detidas. Cinco delas acabaram condenadas a dois anos de prisão, e algumas poderão ser deportadas após o cumprimento parcial da pena.
Segundo o tabloide britânico Daily Star, testemunhas afirmaram que os envolvidos pareciam empunhar espadas, mas as “armas” eram na verdade espetos de kebab utilizados nos restaurantes das próprias famílias. A origem da rivalidade é resultado de brigas familiares na Turquia, explicou o promotor Alex Orndal durante o julgamento.
O promotor relatou que a confusão começou quando um dos acusados atingiu outro com uma garrafa, o que levou parentes e amigos de ambos os lados a se reunirem rapidamente, transformando a rua em um campo de batalha. O juiz Richard Kember, ao proferir a sentença, classificou o episódio como “uma demonstração vergonhosa de violência e desordem em um local público e movimentado”.
Os condenados foram identificados como Firat Sayak, 45 anos; Savas Sayak, 34; Murat Aksoy, 28; Mehmet Aksoy, 52; e Mazhar Aksoy, 40. Outros dois envolvidos, Yagmur Sayak, 43, e Burak Aksoy, 25, receberam penas suspensas de 12 meses e deverão prestar 150 horas de serviços comunitários. Um adolescente de 17 anos será julgado posteriormente.
Durante o julgamento, foi informado que as famílias firmaram um “acordo de paz e reconciliação” com o apoio das comunidades curda e turca locais. Os envolvidos chegaram até a rezar juntos enquanto estavam presos, afirmou o promotor.
O superintendente John Davies, responsável pelo caso, destacou o empenho da polícia. Espero que essas condenações mostrem à comunidade que estamos totalmente comprometidos em investigar crimes e manter as ruas de Gwent seguras, declarou. Uma grande equipe trabalhou incansavelmente para chegar a essas prisões, e continuaremos atuando com nossos parceiros para combater as causas desse tipo de violência, concluiu.














