Escola católica afasta professora após gravidez de barriga de aluguel

Jadira Bonilla,

Escola católica afasta professora após gravidez: a norte-americana Jadira Bonilla, de 35 anos, foi suspensa de suas atividades na Escola St. Mary, em Vineland, Nova Jersey (EUA), após comunicar que estava grávida ao atuar como barriga de aluguel. O afastamento ocorreu em 12 de setembro, sob a justificativa de que a decisão da educadora violaria seu contrato de trabalho e os “princípios educacionais” da instituição.

Jadira, professora do ensino fundamental há três anos, lamentou a medida. Não estou cometendo um crime e estou sendo punida como se estivesse, é doloroso. O que estou fazendo é ajudar uma família, afirmou em entrevista, explicando que entrou em licença sem vencimentos por tempo indeterminado.

O diretor da escola, Steven Hogan, declarou que a posição da Igreja Católica sobre a barriga de aluguel orienta diretamente as práticas da instituição. A Igreja é contrária à gestação de substituição, considerando-a incompatível com os valores do matrimônio, e o Papa Francisco já classificou a prática como “desprezível”. Mesmo ciente dessa oposição, Jadira afirmou que seu contrato e o manual do funcionário não mencionavam restrições à barriga de aluguel ou à fertilização in vitro.

Segundo ela, após relatar seus planos, foi chamada para uma reunião e informada de que não poderia lecionar enquanto estivesse grávida pelo casal contratante. Dias depois, representantes da Diocese de Camden comunicaram que ela poderia estar violando o contrato e confirmaram seu afastamento enquanto o caso passava por “investigação”.

Fiquei chateada. Eu realmente amo meu trabalho. Adoro trabalhar com meus alunos. Sinto falta de estar em sala de aula, desabafou a professora. Já a direção afirmou em nota: Compreendemos a preocupação da Sra. Bonilla. Esperávamos nos encontrar com ela para ajudá-la a entender completamente os ensinamentos da Igreja Católica sobre barriga de aluguel, mas isso ainda não aconteceu. A Sra. Bonilla é uma professora valiosa e esperamos que um dia volte a lecionar em nossa escola com pleno conhecimento de nossa fé, que norteia nossos princípios educacionais.

O caso reacende o debate sobre os limites entre princípios religiosos e os direitos individuais de profissionais em instituições de ensino confessionais.

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