Empresário morto na Barra da Tijuca era réu em processo por roubo de celular

Marcos Vinícius Portugal Santos

O empresário morto na Barra da Tijuca foi identificado como Marcos Vinícius Portugal Santos, de 41 anos, que respondia em liberdade a um processo por roubo de celular ocorrido em 2010, no bairro do Flamengo. Segundo as investigações da época, ele teria pilotado a motocicleta usada no crime, enquanto o passageiro fazia a abordagem da vítima.

O ataque que tirou a vida do empresário aconteceu na madrugada desta segunda-feira, na Avenida das Américas, na altura da Avenida Jornalista Tim Lopes, no sentido Recreio. Marcos Vinícius havia acabado de sair de uma boate na Gávea, onde comemorava o aniversário do filho, quando foi surpreendido por dois homens em uma moto que efetuaram diversos disparos contra o veículo.

A vítima foi atingida por pelo menos cinco tiros e chegou a ser socorrida ao Hospital Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. O filho, que estava no carro, foi ferido de raspão e recebeu atendimento médico. Testemunhas afirmaram à polícia que nenhum objeto foi levado, o que pode indicar que o crime não teve motivação de roubo.

O processo por roubo de celular tramitava na Justiça do Rio de Janeiro. À época, a acusação se baseou no depoimento de uma policial que participou da abordagem da dupla logo após o crime. O condutor da moto teria fugido, mas deixou a carteira de habilitação para trás, o que levou à identificação de Marcos Vinícius. Uma guardadora de carros também afirmou reconhecê-lo como mototaxista da região.

Ainda segundo registros judiciais, Marcos Vinícius possuía histórico de outros registros policiais antigos, entre 2005 e 2012, envolvendo crimes como furto, lesão corporal, dano e perturbação do sossego. Ele era natural de Miguel Pereira, no Sul Fluminense, e morava há cerca de oito anos em Santa Catarina.

A Polícia Civil abriu investigação por meio da 16ª DP (Barra da Tijuca), que ficará responsável pelas apurações iniciais antes do encaminhamento à Delegacia de Homicídios da Capital. A perícia foi realizada no local, e os agentes buscam imagens de câmeras de segurança para identificar os autores do crime.

Segundo pessoas próximas, Marcos Vinícius teria se envolvido em um desentendimento durante a comemoração na boate, horas antes do ataque. A informação também foi incorporada às linhas de investigação. Até o momento, não há confirmação oficial de relação entre esse fato e o homicídio.

NOTA DA DEFESA 
“O Escritório Thiago Sgarbi Advogados esclarece informações envolvendo Marcos Vinícius, que tem sua imagem mencionada em matéria jornalística. À época dos fatos, Marcos Vinícius trabalhava como mototaxista na entrada de uma comunidade, quando foi contratado, no próprio ponto, por um passageiro desconhecido – posteriormente apontado como possível autor do delito investigado. Durante o trajeto inicial, ambos foram abordados por policiais, que localizaram um celular apenas com o passageiro, jamais com Marcos Vinícius. Desde o primeiro momento, as testemunhas da localidade informaram que Marcos era mototaxista conhecido no ponto, reforçando que ele apenas prestava serviço e não possuía qualquer relação com o crime atribuído ao passageiro. A narrativa policial aponta que os próprios agentes permitiram que Marcos conduzisse sua moto ao lado da viatura, justamente porque não havia qualquer indício concreto que o vinculasse ao fato. O registro de que Marcos teria evadido-se decorre do temor de ter seu instrumento de trabalho apreendido. No processo referente ao suposto autor, a vítima afirmou ser impossível reconhecer o condutor da moto. O procedimento envolvendo Marcos encontrava-se em fase inicial e não há condenação transitada em julgado. O escritório reafirma seu compromisso com a verdade dos fatos e com o devido processo legal.”

Limpatech