Empresário é investigado por furto de relógios de luxo em Niterói com uso de máscara de silicone

Operação em Niterói

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (13) uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra um empresário suspeito de planejar o furto de relógios de luxo em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O crime ocorreu em fevereiro e foi executado de forma cinematográfica: um advogado criminalista invadiu um apartamento usando uma máscara de silicone, terno e luvas.

As investigações conduzidas pela 76ª DP (Niterói) apontam que Alexandre Ceotto André, de 50 anos, arquitetou todo o plano e enviou Luís Maurício Martins Gualda, de 47, para invadir o imóvel localizado no bairro Gragoatá. Do local, foram levados aproximadamente dez relógios de alto valor.

Imagens do circuito interno do hotel mostram Luís chegando de táxi, completamente disfarçado. Ele usou uma rota reservada a funcionários para acessar o andar do apartamento. Com calma, arrombou a porta, permaneceu por cerca de 16 minutos no local e deixou o imóvel sem levantar suspeitas.

Após o crime, o advogado deixou o hotel a pé e percorreu cerca de 300 metros até um carro que havia estacionado horas antes. A Polícia Civil confirmou que o veículo usado na fuga pertencia ao próprio Luís. Na semana passada, agentes realizaram buscas em endereços ligados ao advogado e no escritório onde ele atuava.

No dia seguinte às diligências, Luís se apresentou à delegacia e confessou o crime. Ele revelou que agiu a mando de Alexandre, que teria desconfiado da existência de cerca de 1 milhão de dólares escondidos no apartamento. O empresário, que mantinha uma relação de amizade com a vítima, foi o responsável pela venda do imóvel, o que lhe deu conhecimento sobre a planta do edifício e os hábitos do proprietário — que estava viajando no momento da invasão.

O plano previa que o valor do furto seria dividido entre os dois. Ambos foram indiciados por furto qualificado, cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão. A Justiça optou por medidas cautelares, rejeitando os pedidos de prisão.

A operação, batizada de Manto de Engano, mobilizou agentes da 76ª DP nos bairros de Itaipu e Icaraí, onde o empresário mantém imóveis. Ele já havia se candidatado a vice-prefeito de Niterói em 2020 e anunciou sua pré-candidatura à prefeitura para 2024.

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