Empresário Álvaro Borges Ribeiro é sepultado após assassinato no Centro do Rio, na noite desta quarta-feira (6), no Cemitério do Caju, Zona Norte da cidade. Aos 70 anos, Álvaro foi morto a facadas dentro de um prédio na Rua da Quitanda, onde trabalhava há décadas. A suspeita é que o autor do crime seja uma pessoa que ele costumava ajudar.
Durante o velório, o filho da vítima, Breno Siqueira Ribeiro, de 45 anos, lembrou que o pai mantinha o hábito de auxiliar moradores de rua e usuários de drogas com alimentos, dinheiro e itens para casa. “A gente acredita que, talvez por não poder ajudar naquele momento, esse infeliz teve um surto psicótico e fez o que fez”, relatou.
Breno descreveu o pai como um homem generoso, afetuoso e espiritualizado. “Meu pai se dizia ‘o aprendiz do amor’. Sempre pregou caridade. Quando soube da morte, escrevi no grupo de WhatsApp: ‘Meu pai já perdoou esse rapaz’. Ele era assim”, disse, emocionado.
O enteado Gabriel Ribeiro de Farias também prestou homenagem. “Ele me criou desde os 14 anos. Era mais que um padrasto, era meu pai. Sempre nos incentivou nos estudos, ajudava quem podia. Estava sempre sorrindo, era querido por todos”, contou.
O sepultamento comoveu dezenas de amigos, familiares e pessoas da região onde Álvaro era conhecido. O momento final da cerimônia foi marcado por aplausos e pela execução do hino do Flamengo, time do coração do empresário.
A filha Fabiana Ribeiro também compartilhou nas redes sociais a trajetória do pai, que começou trabalhando com o avô no comércio de café e se tornou proprietário de salas comerciais na mesma rua onde foi assassinado. “Todos o conheciam. Por onde passava, falava com todos. Era muito querido. O seu Álvaro, ou Alvinho, era bem famosinho, o meu paizinho”, escreveu.
O acusado, Carlos André da Silva e Souza, foi preso por agentes do Segurança Presente na manhã de quarta-feira (6), na Avenida Rio Branco, próximo ao local do crime. Ele negou o assassinato, mas admitiu que foi ao prédio para ameaçar a vítima. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).














