A companhia aérea Emirates confirmou nesta segunda-feira (30) o translado do corpo de Juliana Marins, brasileira que morreu durante uma trilha na Indonésia. O voo com o corpo parte nesta terça-feira (1º) com destino a Dubai, e a chegada ao Rio de Janeiro está prevista para o dia 2 de julho.
A confirmação veio após críticas da família, que denunciou um cancelamento de última hora alegado pela empresa, por suposta falta de espaço no compartimento de carga. A nota da Emirates informou que houve dificuldades operacionais e destacou que a prioridade sempre foi coordenar o transporte com as autoridades locais.
“A companhia aérea priorizou a coordenação com as autoridades relevantes e outras partes envolvidas na Indonésia para facilitar o transporte, no entanto, restrições operacionais tornaram inviáveis os preparativos anteriores”, afirmou a empresa. A Emirates também estendeu condolências à família.
O pai da jovem, Manoel Marins, está na Indonésia desde os primeiros dias após o acidente, cuidando pessoalmente dos trâmites burocráticos. Em entrevista ao Fantástico, ele criticou duramente o guia responsável, relatando que Juliana foi deixada sozinha em um ponto da montanha enquanto o homem se afastava para fumar.
A família também solicitou à Justiça Federal, com o apoio da Defensoria Pública da União no Rio, que seja feita uma nova autópsia no corpo após a chegada ao Brasil. A iniciativa conta com articulação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) de Niterói, cidade natal de Juliana.
O laudo preliminar da primeira autópsia indicou trauma contundente, provavelmente causado por uma queda, com morte cerca de 20 minutos após o impacto. A perícia aponta que o óbito ocorreu entre os dias 24 e 25 de junho, e não no momento da primeira queda.
Em carta aberta publicada nas redes sociais, o governador da província indonésia onde ocorreu o acidente, Lalu Muhamad Iqbal, admitiu que a região não conta com estrutura adequada para emergências em áreas de difícil acesso e lamentou o ocorrido.
Juliana Marins tinha 27 anos, era natural de Niterói (RJ) e fazia um mochilão pela Ásia. O acidente aconteceu durante uma trilha no vulcão Rinjani, ponto turístico da Indonésia. A jovem caiu em um precipício na madrugada de sábado (21), no horário local.














