O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, confirmou oficialmente, pela primeira vez, a pré-candidatura ao governo do Rio. A declaração foi feita nesta segunda-feira (19), durante conversa com jornalistas, quando afirmou que o anúncio formal da candidatura deve acontecer até o período do carnaval.
Segundo Paes, até que a pré-candidatura seja oficializada, ele seguirá cumprindo integralmente suas funções à frente da Prefeitura do Rio. A confirmação ocorre cerca de um ano e meio após o prefeito afirmar que concluiria seu quarto mandato até o fim, compromisso assumido durante a campanha de reeleição em 2024.
No último sábado (17), Paes já havia falado publicamente sobre o tema em tom bem-humorado, durante agenda em Santo Antônio de Pádua. Na ocasião, afirmou que realizava ações de pré-campanha e que buscava apoio político no interior do estado para a disputa ao governo.
Antes da entrevista desta segunda-feira, o prefeito participou de uma reunião com o secretariado municipal que acabou marcada por homenagens em tom de despedida. Um vídeo com realizações de suas gestões foi exibido e presentes simbólicos foram entregues, incluindo uma camisa do Vasco e um diploma informal que o classificava como “prefeito mais feliz do mundo”. Emocionado, Paes chegou às lágrimas.
O vice-prefeito Eduardo Cavaliere, que deverá assumir a prefeitura nos próximos meses, e o deputado federal Pedro Paulo, presidente do PSD no Rio, discursaram durante o encontro e acompanharam Paes na entrevista coletiva concedida após a reunião.
Ao comentar o cenário político estadual, Paes afirmou que o Rio de Janeiro enfrenta desafios complexos e declarou que o PSD não aceitará filiados ligados a candidaturas associadas ao crime organizado. O prefeito também disse que não apoiará uma eventual candidatura de André Ceciliano, caso se confirmem especulações sobre uma eleição indireta ao governo do estado.
Paes ainda comentou a possibilidade de o governador Cláudio Castro deixar o cargo para disputar o Senado, cenário que poderia levar a uma escolha indireta para completar o mandato. Segundo ele, há críticas à influência de grupos políticos nesse processo.
Na esfera nacional, o prefeito reafirmou sua aliança com o presidente Lula, mas destacou que já conversou sobre a necessidade de liberdade para costurar alianças locais. Paes lembrou a eleição de 2018 no Rio como exemplo de que a simples reprodução do cenário nacional nem sempre traz bons resultados no estado.














