O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu neste domingo (2) às críticas feitas por parlamentares de esquerda à operação policial que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Em resposta ao petista Reimont (PT-SP), que chamou a ação de “chacina”, Eduardo afirmou que esse tipo de discurso é sinal de “problema mental” e “psicopatia”.
“Essas pessoas sofrem de algum problema mental, porque são as mesmas que chamam velhinhas com bíblia na mão, que rezam o pai-nosso, de terroristas, e aplaudem quando vão pra cadeia. Agora choram lágrimas de crocodilo pela morte de 100 bandidos que estavam trocando tiro com a polícia”, declarou o deputado.
Eduardo Bolsonaro defendeu a atuação das forças de segurança do estado e criticou o que chamou de “narrativa da esquerda”, que, segundo ele, tenta transformar criminosos em vítimas. “Não vão me convencer de que eram anjinhos segurando fuzis AK-47. Isso é beirar a psicopatia. Tudo que a esquerda faz é pra construir uma narrativa que interessa a eles”, afirmou.
O parlamentar também lamentou a morte de quatro policiais durante o confronto e destacou que apenas o enfrentamento direto pode reduzir a criminalidade. “A polícia sempre dá a oportunidade do bandido se entregar. Lamento profundamente pelos policiais que morreram, esses sim, inocentes. Só existe uma forma de combater o crime: é enfrentando. E o Estado precisa dar respaldo jurídico a quem está na linha de frente”, disse.
Eduardo Bolsonaro ainda fez críticas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, por, segundo ele, comemorar decisões judiciais que libertam presos em flagrante. “Não haverá redução da criminalidade enquanto o ministro da Justiça comemorar a soltura de metade dos presos em audiências de custódia. Precisamos inserir o sistema carcerário nessa equação e garantir que, uma vez preso, o criminoso não volte às ruas”, completou.
A megaoperação do dia 28 de outubro foi classificada pelo governo estadual como a mais letal da história do Rio de Janeiro, com 121 mortos — entre eles quatro policiais. O restante das vítimas, segundo a Polícia Civil, eram integrantes do Comando Vermelho. A ação também resultou em mais de 100 prisões e 91 fuzis apreendidos, além da confirmação de que parte dos criminosos veio de outros estados.














