A doação de livros em Paraty vai beneficiar dezenas de escolas da rede municipal com a distribuição de 7 mil exemplares. A ação faz parte da Operação Flipinha, iniciativa ligada à Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em parceria com a Maralto Edições.
Ao todo, 40 escolas serão contempladas, atendendo estudantes do Ensino Fundamental e Médio. A proposta é ampliar o acesso à leitura de forma qualificada, respeitando os diferentes perfis de público atendidos pelas unidades de ensino.
Os títulos foram escolhidos de acordo com o contexto das escolas participantes, incluindo obras voltadas para crianças, jovens e também adultos. Entre os autores presentes estão nomes relevantes da literatura contemporânea brasileira, como Adriana Lisboa, Marilda Castanha, Mariana Ianelli e Luiz Ruffato.
“A participação da Maralto nestas ações da operação Flipinha é fundamental”, explicou Luis Filipe Pôrto, gestor de conteúdo e curadoria do Educativo Flip, em depoimento ao jornal O Dia. “O projeto é desenvolvido em diálogo com escolas e comunidades, essa atuação amplia o alcance da Flip para além dos dias da festa, fortalecendo redes locais de leitura e criando legados duradouros de formação, encontro e acesso à literatura.”
Além da distribuição dos livros, a iniciativa também prevê encontros entre autores e alunos. A proposta é aproximar os estudantes do universo literário e incentivar a formação de novos leitores por meio do contato direto com escritores.
“A Maralto tem muita sintonia com o trabalho feito pelo Educativo da FLIP, pois é algo permanente e com visão de longo prazo”, afirmou Cristiane Mateus, publisher da Maralto, em depoimento ao jornal O Dia. “A formação de leitores não acontece numa única ação, precisa ter continuidade e constância.”
O escritor Marcelo Pimentel, um dos convidados do projeto, também destacou a importância das visitas às escolas. “Sabemos que, para muitas crianças, a escola é o único acesso ao livro literário. E poder ver os olhinhos brilhando, a chama da descoberta a cada virar de página, é gratificante demais”, disse, em depoimento ao jornal O Dia.
A iniciativa reforça o papel da educação como ferramenta de transformação social e amplia o acesso à literatura em regiões onde, muitas vezes, o contato com livros é limitado.














