O desembargador federal do TRF-2 Macário Ramos Júdice Neto foi preso pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira e levado para o Presídio Constantino Cokotós, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun.
Segundo a Polícia Federal, o magistrado passou a noite no presídio após ser detido em sua residência, localizada na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A ação faz parte do desdobramento das apurações que envolvem a suposta obstrução de investigações relacionadas ao crime organizado.
Macário Ramos Júdice Neto é apontado como suspeito de colaborar com o vazamento de informações estratégicas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, que resultou na prisão do então deputado estadual TH Joias. À época, foi o próprio desembargador quem expediu o mandado de prisão contra o parlamentar.
De acordo com os investigadores, mensagens encontradas no celular de Rodrigo Bacellar reforçaram as suspeitas de envolvimento do magistrado. Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), havia sido preso na primeira fase da Operação Unha e Carne e também foi alvo de novos mandados de busca nesta terça-feira.
Além das ações no Rio de Janeiro, a Polícia Federal cumpriu diligências no Espírito Santo. Bacellar está atualmente licenciado do cargo de deputado estadual, após ter sido afastado da presidência da Alerj por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Em nota, a Polícia Federal destacou que o avanço das investigações foi possível a partir de cruzamentos de dados e análises técnicas realizadas ao longo das apurações.
“As diligências apontaram fortes indícios de vazamento de informações sigilosas e de atuação coordenada para dificultar o andamento de investigações sensíveis”, informou a Polícia Federal, em comunicado oficial.
A Operação Unha e Carne teve início após suspeitas levantadas no próprio dia da deflagração da Operação Zargun, quando autoridades relataram dificuldades incomuns para localizar alvos da investigação, levantando a hipótese de vazamento interno de informações sigilosas.














