Dentista Mariana Laranja é denunciada após deformar pacientes em plásticas

A dentista e influenciadora digital Mariana Barros Laranja Roeder e seu sócio, Nathan Laranja Roeder Holz, foram denunciados formalmente à Justiça pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES). A acusação aponta que a dupla provocou deformidades graves em pacientes submetidos a procedimentos estéticos conhecidos como ‘mini lifting facial’.

As investigações começaram após vítimas procurarem as autoridades para relatar complicações severas e sequelas permanentes após as intervenções realizadas no consultório da profissional. A denúncia marca o início da fase judicial, onde os acusados responderão pelos danos causados à saúde das vítimas.

Entenda a denúncia do Ministério Público contra a profissional

De acordo com o Ministério Público do Estado do Espírito Santo, os procedimentos realizados pela dentista extrapolavam as autorizações técnicas e resultaram em estragos irreparáveis no rosto de diversos clientes. O ‘mini lifting’ é uma intervenção cirúrgica invasiva que busca puxar a pele da face para diminuir rugas, mas que exige capacitação específica e cuidados rigorosos de higiene e técnica.

As apurações policiais que basearam a denúncia do MPES indicam que as vítimas sofriam com dores intensas, necroses e assimetrias severas após as cirurgias. A dentista utilizava as redes sociais para divulgar os resultados supostamente perfeitos, atraindo clientes de diversas regiões que buscavam procedimentos estéticos mais acessíveis.

Além da responsabilidade criminal, o órgão ministerial busca a reparação dos danos materiais e morais sofridos pelos pacientes lesionados. A Justiça agora vai analisar o pedido para decidir se aceita integralmente as acusações e torna os investigados réus no processo penal.

Como fica a situação das vítimas de procedimentos estéticos

Para quem passa por situações de erro em procedimentos estéticos ou cirúrgicos, o primeiro passo é buscar atendimento médico imediato em um hospital ou pronto-socorro para conter infecções e registrar os laudos de lesão. O documento médico é fundamental para comprovar o dano corporal sofrido.

Em seguida, o paciente lesionado deve procurar a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência por lesão corporal ou crime contra as relações de consumo. Fotos de antes e depois, comprovantes de pagamento, conversas em aplicativos de mensagens e prontuários médicos devem ser guardados para servir de prova durante o processo.

As vítimas também podem buscar o Procon do seu município para reaver o dinheiro investido e acionar a Justiça Cível pedindo indenizações por danos morais, estéticos e ressarcimento dos gastos com tratamentos reparadores.

O que dizem os órgãos de fiscalização da profissão

O Conselho Regional de Odontologia (CRO) e o Conselho Federal de Odontologia (CFO) possuem regras rígidas sobre a atuação de dentistas na área de harmonização facial. Procedimentos estéticos invasivos que ultrapassam a região anatômica da cabeça e pescoço ou que possuem caráter exclusivamente cirúrgico plástico são alvo constante de fiscalização e restrição por parte das entidades de classe.

Quando um profissional é denunciado por má conduta ou deformar pacientes, o conselho de classe abre um processo ético-disciplinar paralelo à apuração da Justiça. Caso seja comprovada a culpa, a penalidade pode variar desde uma censura pública até a cassação definitiva do registro profissional, impedindo o dentista de exercer a profissão em todo o território nacional.

Pacientes que desejam verificar a situação de qualquer cirurgião-dentista podem consultar o site oficial do Conselho Federal de Odontologia antes de realizar qualquer procedimento, garantindo que o profissional esteja com a inscrição ativa e sem sanções vigentes.

Como denunciar casos de erro médico e estética ilegal no Rio

Mesmo que o caso da dentista Mariana Laranja tenha corrido no Espírito Santo, a população do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense deve ficar atenta a clínicas clandestinas e profissionais não habilitados que atuam na região. Caso você seja vítima ou saiba de locais irregulares, é possível fazer denúncias anônimas pelas canais oficiais.

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: Telefone 2253-1177 (atendimento 24 horas, com sigilo garantido).
  • Vigilância Sanitária Estadual (Subvisa): Atendimento pelo telefone 1746 na capital ou junto às secretarias municipais de saúde da Baixada Fluminense.
  • Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO-RJ): Denúncias sobre exercício ilegal ou conduta imprópria podem ser feitas pelo site oficial (cro-rj.org.br) ou presencialmente na sede da autarquia.
  • Delegacia do Consumidor (DECON): Registro de ocorrência presencial na Cidade da Polícia ou em qualquer delegacia de bairro da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

As investigações contra Mariana Barros Laranja Roeder e Nathan Laranja Roeder Holz seguem em andamento na Justiça. O espaço segue aberto para a manifestação da defesa dos acusados.

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