O Delegado da PF Lorenzo Martins Pompílio da Hora foi condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença da 7ª Vara Federal Criminal fixou pena de dez anos e seis meses de prisão em regime fechado, além da perda do cargo público.
Apesar da condenação, ainda cabe recurso da decisão. O caso foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou o recebimento de um veículo avaliado em cerca de R$ 70 mil como propina para interferência em investigação policial no ano de 2017.
Segundo a denúncia, o automóvel teria sido registrado inicialmente em nome de terceiros para ocultar a origem do bem. Depois, foi transferido para o nome da mulher de Lorenzo Martins, sem comprovação de pagamento compatível com uma suposta compra.
A Justiça também entendeu que a transferência do veículo para a mulher do delegado configurou lavagem de dinheiro. Durante a ação penal, o MPF sustentou que o episódio seguia o mesmo padrão identificado em outros casos investigados na Operação Tergiversação.
Operação Tergiversação
A condenação é um dos desdobramentos da Operação Tergiversação, investigação conduzida pelo MPF que revelou a atuação de uma organização criminosa instalada na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
De acordo com as apurações, agentes públicos e intermediários abordavam empresários investigados ou citados em inquéritos policiais para exigir pagamentos em troca de favorecimentos, interferências em investigações ou proteção contra possíveis desdobramentos.
Ainda segundo o MPF, o esquema teria movimentado cerca de R$ 10 milhões em propinas entre 2013 e 2017.
A reportagem tenta contato com a defesa de Lorenzo Martins Pompílio da Hora. O espaço está aberto para manifestação.














