A Defesa do Fluminense mostrou evolução e ganhou créditos no clássico contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos. Considerado um dos pontos mais frágeis do time neste começo de temporada, o setor teve atuação segura e saiu ileso pela primeira vez em 2026.
A dupla formada por Ignácio e Freytes foi titular e conseguiu neutralizar as principais investidas do adversário ao longo da partida. A organização defensiva, aliada a uma postura mais cautelosa do time, contribuiu para reduzir os espaços e evitar situações de perigo.
Após a partida, o técnico Luis Zubeldía destacou a importância do comportamento coletivo sem a bola.
“É sempre importante ter um perfil sem a bola. Estamos focados em ocupar bem os espaços, manter a intensidade ao longo do jogo, defender com a bola, sem forçar e ficar desequilibrado. São elementos que, quando se juntam, o seu rival não te causa tantos problemas defensivos”, afirmou, em entrevista após o clássico.
O desempenho ganha ainda mais relevância diante das mudanças recentes no setor. O Fluminense perdeu no ano passado sua principal referência defensiva, com a saída de Thiago Silva, de 41 anos, que deixou o clube após encerrar sua passagem pelo futebol carioca. Para a reposição, a diretoria acertou a contratação de Jemmes, que estava no Mirassol.
Além da boa atuação da zaga, o sistema defensivo contou com o apoio dos volantes Martinelli e Bernal, que ajudaram na marcação pelo meio. Os laterais Guga e Guilherme Arana também tiveram participação importante, aparecendo bem tanto na recomposição defensiva quanto no apoio ao ataque.
A atuação consistente no clássico surge como um indicativo positivo para a comissão técnica, que busca maior regularidade defensiva ao longo da temporada. O desafio agora será manter o nível de concentração e solidez nos próximos compromissos de 2026.














