Curumim da Lagoa: Vândalos Atacam Monumento pela Segunda Vez em 20 Dias e Prejuízo Público Aumenta

Curumim da Lagoa volta a ser alvo de vandalismo, gerando indignação e prejuízos

A estátua do Curumim, um dos cartões postais da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, sofreu um novo ato de vandalismo. O monumento foi atacado pela segunda vez em um intervalo de apenas 20 dias, levantando preocupações sobre a preservação do patrimônio público.

Criminosos subtraíram novamente o arco da escultura de bronze, peça que havia sido recentemente recolocada no local após um processo de restauração. O furto reacende o debate sobre a segurança e a impunidade que parecem cercar a obra.

A Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva) lamentou o ocorrido e destacou o impacto financeiro e social dos constantes atos de depredação. O caso expõe a dificuldade em manter o patrimônio da cidade em bom estado, diante da recorrência de ações criminosas.

Restauração recente e novo prejuízo financeiro

O monumento, que passou por uma reforma completa com custo aproximado de R$ 50 mil, foi restaurado pelo artista plástico Luiz Augusto Correia de Araujo. Ele é filho de Pedro Gaspar Jens Correia de Araujo, o escultor original da obra, falecido em 2019. A expectativa era de que a restauração garantisse a integridade do Curumim por mais tempo.

No entanto, o novo ataque demonstra a fragilidade da proteção e a ousadia dos vândalos. O secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, expressou sua frustração com a situação. Ele ressaltou que grande parte do orçamento destinado à manutenção de monumentos é consumida pela recuperação de danos.

O alto custo da impunidade para o patrimônio público

“Cerca de 30% de tudo que a Secretaria de Conservação gasta com os monumentos vai para recuperar o que foi destruído, não para avançar, mas para voltar ao ponto de partida”, afirmou Diego Vaz. Ele lamentou que o dinheiro público, que poderia ser investido em outras áreas, seja direcionado para cobrir os prejuízos causados pela impunidade.

A declaração do secretário evidencia o ciclo vicioso em que o patrimônio público se encontra, constantemente precisando de reparos devido a ações criminosas. O prejuízo não é apenas financeiro, mas também cultural, pela perda de um símbolo importante da cidade.

O Curumim: símbolo e alvo constante

Com cerca de dois metros de altura e pesando aproximadamente 200 quilos, o Curumim foi erguido em homenagem aos povos indígenas que historicamente ocupavam a região da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ao longo dos anos, a escultura se consolidou como um dos pontos mais fotografados da cidade, atraindo turistas e cariocas.

Contudo, essa popularidade também a tornou um alvo frequente para furtos e atos de depredação. A beleza e o valor histórico da obra não têm sido suficientes para protegê-la de ações covardes.

Medidas de segurança e a persistência do vandalismo

Em uma tentativa de coibir os crimes, a Prefeitura do Rio tomou medidas em 2011, transferindo a escultura para um local mais distante da margem da lagoa. A intenção era dificultar o acesso e a ação de vândalos.

Apesar da mudança, a estratégia não se mostrou eficaz a longo prazo. O novo furto do arco do Curumim comprova que as ações criminosas persistem, exigindo novas e mais efetivas medidas de segurança para a preservação deste importante patrimônio carioca.

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