Crise na SAF do Botafogo ganhou novo capítulo após a Eagle Bidco protocolar petição na Justiça acusando o empresário John Textor de ter “sequestrado” a gestão da sociedade anônima do futebol com conivência do clube associativo.
No documento, a empresa solicita o indeferimento de três requerimentos apresentados anteriormente pelo Botafogo associativo: a inclusão de Textor como réu no processo, o ressarcimento de R$ 155 milhões ao clube social e a nomeação de um interventor para administrar o impasse entre as partes.
Segundo trecho da petição, a Eagle afirma que houve uma mudança de postura do clube associativo e questiona a narrativa apresentada. A empresa sustenta que não houve demonstração concreta de ilegalidade ou abuso que justificasse um pedido de intervenção judicial.
A companhia também argumenta que o poder de gestão estaria “sequestrado” por Textor, apontando que o empresário estaria atuando com respaldo do associativo. A disputa judicial entre as partes se estende desde julho de 2025.
No segundo semestre do ano passado, a Eagle já havia recorrido à Justiça alegando a adoção de medidas consideradas ilícitas por Textor e pedindo a suspensão de atos praticados pelo empresário no âmbito da SAF do Botafogo de Futebol e Regatas.
Em relação ao pedido de ressarcimento de R$ 155 milhões, a empresa afirma não reconhecer a responsabilidade pelo pagamento e questiona a destinação dos valores, alegando que eventual prejuízo seria da própria SAF.
O embate reforça o cenário de instabilidade administrativa no clube e amplia as incertezas sobre o futuro da gestão alvinegra.
A disputa judicial promete novos desdobramentos e mantém a torcida atenta ao rumo da governança do futebol do Botafogo.














