Crimes violentos na Barra da Tijuca voltam a aterrorizar moradores com novos atentados

Crimes violentos na Barra da Tijuca

Em apenas cinco dias, os crimes violentos na Barra da Tijuca voltaram a preocupar moradores e autoridades da Zona Oeste do Rio. No último domingo, Tiago Silva Pereira, de 37 anos, foi baleado após o carro em que estava ser atingido por ao menos 15 disparos na Avenida Jornalista Tim Lopes. Poucos dias antes, na última terça-feira, André Luis Brasil Gomes, de 49 anos, foi morto ao estacionar seu carro na Rua Carlos Oswald, que ficou marcado por dez tiros. Os dois crimes ocorreram a cerca de quatro quilômetros de distância um do outro.

Os ataques seguem o mesmo padrão: disparos contra veículos em movimento ou estacionados. No mês anterior, em 11 de julho, o bicheiro Vinícius Drumond também sofreu um atentado na Barra da Tijuca. Seu carro foi metralhado com cerca de 30 tiros, mas ele conseguiu escapar com vida. Três suspeitos já foram presos durante a investigação do caso.

O cenário atual remete a uma série de atentados que marcaram a Barra nas últimas décadas. Em 1998, Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho, filho de Castor de Andrade, foi morto com dez tiros em um crime atribuído à disputa entre Rogério Andrade e Fernando Iggnácio. Anos depois, em 2001, Rogério sobreviveu a uma tentativa de execução na porta de um apart-hotel.

Em 2004, o assassinato de Waldemir Paes Garcia, o Maninho, nunca foi esclarecido. Em 2010, a violência voltou a assombrar a região com a morte de Diogo Andrade, filho de Rogério, após a explosão de uma granada no Recreio. Em 2017, o filho caçula de Maninho, Myro, foi sequestrado e assassinado, enquanto, em 2019, sua irmã Shanna Garcia sobreviveu a um atentado a tiros.

Mais recentemente, em fevereiro de 2020, Alcebíades Paes Garcia, irmão de Maninho, foi executado com cerca de 40 tiros ao chegar em seu condomínio na Barra. Segundo o Ministério Público, o crime foi encomendado por Bernardo Bello e executado por seu braço-direito.

Agora, os novos atentados reacendem o clima de insegurança na Barra da Tijuca, trazendo à tona o histórico de violência que insiste em se repetir e aumentando a pressão sobre as autoridades para conter a escalada de crimes na região.

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