Um criador de aves silvestres foi preso em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acusado de maus-tratos, comércio ilegal e falsidade ideológica. A ação ocorreu na última quinta-feira (14) durante operação conjunta do Ibama e da Polícia Federal, que encontrou 240 aves em condições precárias e com documentação irregular.
Entre os animais apreendidos estavam espécies ameaçadas de extinção, como arara-azul e ararajuba. O responsável pelo criatório recebeu multas que somam R$ 1,2 milhão.
Segundo os fiscais, foram encontradas várias irregularidades: aves sem registro, anilhas sem correspondência no plantel, filhotes não declarados, além de notas fiscais que indicavam tentativa de mascarar o comércio ilegal. Em um dos casos, uma arara-azul foi declarada por R$ 1 mil, embora seu valor real de mercado fosse cerca de 30 vezes maior.
As aves também apresentavam sinais de maus-tratos, como asas cortadas, perda de penas, bico deformado e permanência em recintos pequenos e sem sombra. Todos os animais foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Seropédica (RJ), onde passarão por exames, receberão tratamento e, posteriormente, iniciarão o processo de reabilitação.














