Um fóssil de Dacentrurus armatus, encontrado na província de Teruel, na cidade de Riodeva, no nordeste da Espanha, lança uma nova luz sobre a evolução dos estegossauros, pois conforme o material excepcionalmente encontrado, os paleontólogos acreditam que terão que fazer uma revisão das até então conhecidas diferentes espécies destes dinossauros.
– A descoberta deste crânio é extremamente importante para compreender a anatomia e a alimentação de Dacentrurus armatus. Sua morfologia difere ligeiramente de seus primos norte-americanos, sugerindo adaptações ecológicas distintas – descreve o trabalho dos Paleontólogos da Fundação Paleontológica Teruel-Dinópolis
Junto ao crânio foram encontrados mais de 200 ossos incluindo restos juvenis. Esta associação permite estudar o crescimento da espécie, uma oportunidade rara para estes dinossauros com placas, pois crânios de estegossauros são extremamente frágeis e raramente se fossilizam. O Crânio encontrado em Riodeva data de cerca de 150 milhões de anos, inclui partes essenciais como o focinho e a caixa craniana.
– De acordo com esta descoberta estamos propondo uma nova hipótese que altera a compreensão das relações evolutivas dos estegossauros ao redor do mundo. Então criamos um novo grupo chamado Neostegosauria. Esse novo grupo inclui estegossauros de porte médio a grande, que divergiram mais tarde na história evolutiva, e que habitaram pelo menos a África, Europa, América do Norte e Ásia durante diferentes períodos do Jurássico e do Cretáceo – revela Sergio Sánchez Fenollosa, investigador da Fundação Dinópolis e coautor do estudo.
Fonte: Revista Vertebrate Zoology.














