CPI do INSS e Polícia Federal discutem envio de documentos de Daniel Vorcaro após reunião realizada nesta segunda-feira (2), em Brasília. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), encontrou-se com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para tratar da liberação de arquivos considerados sigilosos.
Segundo o parlamentar, a corporação estaria realizando uma separação prévia dos documentos, encaminhando à CPI apenas os dados relacionados a empréstimos consignados — um dos focos centrais da investigação, que apura suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
— A Polícia Federal está fazendo essa separação de arquivos. Eu sei que o ideal era que nós recebêssemos tudo, mas, por determinação do Supremo, nós só receberemos os arquivos ligados aos empréstimos consignados — afirmou o senador.
Viana disse que buscou esclarecimentos diretamente com o comando da PF para entender os critérios adotados no envio das informações.
— Hoje estive com o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei, para esclarecer essa decisão. O prazo estipulado é de uma semana para que a gente receba essas informações — declarou.
O presidente da CPI sustenta que a decisão do ministro André Mendonça, que devolveu à comissão os documentos referentes às quebras de sigilo telemático, bancário e telefônico de Vorcaro, não prevê filtro prévio de conteúdo antes do encaminhamento à investigação parlamentar.
— Não está claro que a Polícia Federal deva fazer qualquer tipo de filtro. A nossa preocupação é receber os documentos para investigação, independentemente de posição, parentesco ou condição financeira. Se a pessoa está envolvida, tem que prestar contas — disse.
A movimentação ocorre em meio a discussões internas no Senado sobre a validade da votação que aprovou, em bloco, 87 requerimentos da CPI, incluindo quebras de sigilo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aguarda pareceres técnicos da Polícia Legislativa, da Secretaria-Geral da Mesa e da Advocacia do Senado para decidir se mantém ou anula a deliberação.
O desfecho pode influenciar diretamente o alcance das investigações conduzidas pela CPI do INSS e Polícia Federal nas próximas semanas.














