Corpos somem do cemitério São Miguel em São Gonçalo e famílias se desesperam

cemitério São Miguel em São Gonçalo

Famílias denunciam o desaparecimento de corpos no cemitério São Miguel em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O caso gerou revolta e dor entre moradores que buscavam homenagear seus entes queridos, mas se depararam com túmulos vazios ou restos mortais que não reconhecem.

Gilbert viveu o choque ao descobrir, três anos após o sepultamento, que o corpo de sua mãe não estava mais no túmulo. Já Aline, ao solicitar a exumação do filho assassinado em 2021, encontrou ossos irreconhecíveis, sem a certeza de que pertenciam a ele. Kati Ellen, por sua vez, também teve a triste surpresa de não localizar os restos mortais da mãe, falecida no mesmo ano.

As denúncias apontam para uma grave desorganização na administração do cemitério. Familiares relatam registros manuais imprecisos e ausência de qualquer tipo de controle moderno sobre os sepultamentos. Apesar das cobranças, até o momento a Prefeitura de São Gonçalo não se pronunciou.

A Polícia Civil abriu investigação para apurar as denúncias e tentar localizar os corpos. Enquanto isso, os parentes seguem enfrentando o trauma de reviver o luto e exigem justiça diante da negligência com a memória de seus familiares.

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