Conserva: bartenders abrem bar de conservas e coquetéis em Copacabana

A dupla de sucesso do premiado Suru Bar, Igor Renovato e Raí Mendes, se juntou ao veterano bartender Thiago Teixeira para abrir o Conserva, bar que acaba de chegar a Copacabana, na boêmia Avenida Prado Júnior. Com mais de 20 coquetéis que destacam a brasilidade, a casa tem ainda cerveja de garrafa e, como o nome sugere, petiscos em conserva – seja na vitrine fria ou na estufa – “para comer de palito”. Estão garantidos coquetéis clássicos – como Negroni, Fitzgerald e Caju Amigo (cachaça branca 7 Engenhos, sumo de limão, suco de caju e compota de caju, R$ 29) – e autorais, com destaque para as inovadoras conservas etílicas.

Entre as criações exclusivas estão o Conserva Sour (Tiquira, Paratudo, vermute seco, acerola e sour mix, com guarnição de salame e ovo em conserva no palito, R$ 31), o Mate de Copa (rum branco, xarope de rapadura com gengibre, sumo de limão, mate, R$ 27 ), a batida Benza (cachaça branca, maracujá, gengibre e arruda, acompanhada de um ramo de arruda, R$ 14) e a Conserva Etílica Rosé, que leva vermute seco, vinho branco suave (jurupinga) e Campari, com picles de uva verde no palito (R$ 25).

“O grande destaque da carta são as conservas etílicas: três coquetéis curtos à base de vermute com preços ótimos, R$ 25 cada, divididos entre branco, tinto e rosé, tudo isso para harmonizar com a acidez das conservas”, explica Thiago Teixeira. O branco leva vermute bianco, becosa, licor de creme de pequi e picles de maxixe; e o tinto leva vermute tinto, garrafada de catuaba do Conserva, conhaque defumado e conserva de azeitona.

Quem prefere ficar na cerveja, tem opções de cascos de 600ml a partir de R$ 12 (a Brahma) e long neck a partir de R$ 10 (Corona e Stella). E quem não bebe álcool também não fica de fora: mate com xarope de maracujá com pimenta ou xarope de rapadura, e tônica artesanal de capim limão (R$ 13, cada) são algumas das sugestões do menu de bebidas “zero”.

Para comer, as comidinhas e acepipes, criações da chef Rose Pimentel, podem ser individuais ou para compartilhar. Entre as conservas – que ficam dispostas nas vitrines quente ou fria –, destaque para o mix de frios (queijo canastra, salame, azeitona, salsicha viena, tremoços, ovo de codorna – R$ 48) e releituras das clássicas sacanagens que podem sair a unidade (R$ 14) ou o “trisal” (R$ 39, um espetinho de cada). Há também opções como batatonese (batata, atum, picles de pepino, botarga ralada, salsa e maionese, R$ 39), legumes em conserva (picles de cenoura, conserva de pepino, couve-flor, quiabo, picles de maxixe, R$ 29) e patês de fígado (R$ 21) e de sardinha (R$ 25) feitos na casa e servidos com pão fatiado.

Da ala quente, saem dupla de almôndegas ao molho de tomate pelati e queijo (R$ 23, servida com pão), batata calabresa com bacon (R$ 23), porção de língua com batata calabresa (R$ 39) e escabeche de sardinha (sardinha temperada com mix de pimentões em conserva, R$ 16, a unidade) – aqui servida quente, diferente da grande maioria. Imperdível também o espetinho de queijo com bacon (R$ 22) e o torresmin de barriga (R$ 29), ambos servidos com cordial de goiabada, o mesmo utilizado no coquetel Goiabada Cascão (vodca, cordial de goiabada com especiarias, sumo de limão, espuma de gengibre, R$ 31).

Para compartilhar (ou não!), há opções de sanduíches, a exemplo do Copa Leme (sanduíche de rosbife, salsichão fatiado, mortadela, queijo mussarela, tomate e mostarda do Conserva – R$ 39), cortado à francesa (estilo jacaré, como dizem, “em gominhos”), e o sanduba de linguiça com cheddar cremoso, bacon e picles de cebola (R$ 37). Para fomes maiores, o empadão de palmito (R$ 25) e o escondidinho de carne de sol desfiada com aipim (R$ 31) dão aquele quentinho no coração.

A partir deste fim de semana, o bar abre mais cedo para o almoço aos sábados e domingos, e o prato de estreia é a clássica feijoada completa, como manda o figurino (servida com arroz, couve, farofa, laranja e torresmo, R$ 55,90, individual, e R$ 105,90, para 2) – em breve, aquele cozido esperto. Já de quarta a sexta, das 17h às 20h, tem happy hour com caipirinhas nacionais a R$ 19, cada.

“O Conserva surge da vontade, ou até diríamos de um sonho, de três amigos. O sonho de abrir um bar em Copacabana. Um bar que seja referência em coquetelaria. Um bar que, acima de tudo, venha se tornar o destino da boa bebida, da boa comida e do bom ambiente em Copacabana. Um bar que conserve bons momentos. Nossas referências moram no cotidiano dos bares tradicionais e nos bares de rua. E não há nada mais bonito que falar de Brasil, aplicando nossa cara, nosso jeito e nossa expertise. Afinal, somos três bartenders e a coquetelaria brasileira é o nosso “norte”. Na cozinha, temos acepipes que apelidamos como “comida de palito”: descomplicado, saboroso, eficaz… E todo bom bar tem que ter cerveja gelada, aqui não será diferente. Estamos em Copacabana, o bairro mais famoso do Brasil, a Princesinha do Mar. Conservando as histórias do bairro, dos bares e das pessoas. Conservando os bons momentos que virão. Assim nasce o Conserva: coquetelaria brasileira, comida de palito, cerveja gelada e pimba!”, conta Igor Renovato.

A arte do Conserva (logo e camisa) é do designer Peu Lima.

Conserva: Avenida Prado Junior, 281 – Copacabana. De quarta a sexta, das 18h à 1h; sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 21h. Capacidade: 42 pessoas. @conservabar

 

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