Confundido com ladrão, DJ é agredido por engano no Catete e sofre fratura no rosto

Bruno Vasconcelos Leitão

O caso do DJ agredido por engano no Catete chamou atenção após um episódio de violência ocorrido na Zona Sul do Rio de Janeiro. A vítima, o DJ e professor de discotecagem Bruno Vasconcelos Leitão, de 37 anos, foi espancada ao ser confundida com um ladrão de bicicleta.

De acordo com o portal Agenda do Poeder, o ataque aconteceu no último dia 24, justamente no aniversário de Bruno. Ele utilizava uma bicicleta alugada por aplicativo e seguia para comprar um bolo quando foi abordado por três entregadores de aplicativos de delivery.

Segundo o relato da vítima, não houve tempo para qualquer explicação. Os agressores partiram para cima com socos e chutes, concentrando os golpes principalmente no rosto.

Após o espancamento, o DJ sofreu fratura no nariz, além de hematomas e escoriações pelo corpo. Ele informou que precisará passar por cirurgia para corrigir a lesão.

Durante a agressão, Bruno afirmou que tentou mostrar o aplicativo que comprovava o aluguel da bicicleta, mas não foi ouvido.

“Achei até que fosse um assalto. Disse que tinha alugado a bicicleta e mostrei o aplicativo. Expliquei que estava indo comprar um bolo porque era meu aniversário”, relatou.

De acordo com ele, os entregadores justificaram a atitude alegando que furtos de bicicletas compartilhadas são frequentes na região do Catete, o que teria motivado a reação.

Mesmo após o ocorrido, o DJ segue com dores e precisou cancelar compromissos profissionais. Ele também relatou impacto emocional causado pela violência sofrida.

Bruno fez ainda uma reflexão sobre o clima de tensão nas ruas e o papel das redes sociais na disseminação de comportamentos impulsivos.

“Isso me faz pensar na incitação que vemos na internet. Há muitas postagens em grupos de bairro e perfis de redes sociais que levam pessoas a atitudes violentas e extremas”, afirmou.

Segundo o DJ, após o episódio, os envolvidos reconheceram o erro, pediram desculpas e um deles chegou a pagar os medicamentos necessários para o tratamento.

O que seria uma comemoração simples acabou se transformando em um trauma. Bruno relatou que não conseguiu seguir com os planos de aniversário e segue em recuperação.

“Eu estava chegando para comprar um bolo. Iria cantar parabéns aqui em casa. No dia seguinte, tocaria em uma festa. Não consegui trabalhar e sigo com dores de cabeça. Meu rosto está muito machucado”, lamentou.

O caso expõe como situações de suspeita, aliadas ao medo e à insegurança, podem resultar em episódios graves quando não há espaço para diálogo ou verificação dos fatos.

A repercussão do episódio reforça o alerta para o risco de reações precipitadas e os impactos que elas podem causar na vida de pessoas inocentes.

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