O confronto em Barros Filho voltou a expor a guerra entre facções que domina a região e provocou uma noite de tensão para quem mora na Zona Norte do Rio. Criminosos rivais entraram em confronto nesta quarta-feira (10) e o tiroteio interrompeu a volta para casa de diversos trabalhadores, já que os trens do ramal Belford Roxo precisaram ser paralisados por cerca de 20 minutos.
Segundo relatos de moradores, os tiros partiram do Morro do Chaves, no Complexo da Pedreira, área que há meses sofre com a disputa territorial entre traficantes do Terceiro Comando Puro e do Comando Vermelho. Nas redes sociais, vídeos registraram o som intenso dos disparos e o clima de medo que tomou conta das ruas durante a madrugada.
Mesmo com os relatos e a circulação das imagens, a Polícia Militar informou que não chegou a ser acionada para a ocorrência. Já na manhã desta quinta-feira (11), o policiamento foi reforçado no entorno do Complexo da Pedreira, e a circulação dos trens foi normalizada. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as escolas da região funcionam normalmente nesta quinta.
A violência tem sido uma realidade constante para quem vive no Complexo da Pedreira, dominado pelo Terceiro Comando Puro. No fim de novembro, Woorserlay Marcio Pereira morreu ao ser atingido por tiros durante uma operação policial que buscava suspeitos envolvidos no assassinato de uma mulher em uma tentativa de assalto próxima à comunidade.
A guerra entre traficantes da Pedreira e do Chapadão, dominado pelo Comando Vermelho, também fez outras vítimas nos últimos meses. Em outubro, Marli Macedo, de 60 anos, e Elison Nascimento, 60, morreram baleados durante um confronto. A instabilidade na região chegou a afetar serviços essenciais, como a UPA de Costa Barros, que ficou fechada por quase um mês após criminosos invadirem a unidade à procura de rivais, sequestrarem pacientes e ameaçarem funcionários.
O novo episódio reforça a sensação de insegurança vivida pelos moradores e mostra como os conflitos entre facções continuam impactando o cotidiano da população e interrompendo serviços básicos, como saúde e transporte.














