Cláudio Castro reforça confiança no STF e comenta prisão de Rodrigo Bacellar no Rio

Rodrigo Bacellar assume governo do Rio

Cláudio Castro reforça confiança no STF ao se pronunciar sobre a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar. O governador afirmou acompanhar o caso com atenção institucional e defender que o parlamentar tenha assegurado o direito ao devido processo legal durante as investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal.

Em nota, Castro destacou que a atuação das autoridades deve ocorrer de forma técnica e imparcial, ressaltando que todas as solicitações feitas pelo Supremo ao Executivo estadual já foram cumpridas. Segundo ele, a administração fluminense manteve postura de cooperação ao fornecer os esclarecimentos requisitados no contexto das apurações.

A detenção de Bacellar aconteceu na quarta-feira (3), durante operação autorizada pelo STF, que investiga o vazamento de informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun — ação deflagrada em setembro e que levou à prisão do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Na decisão que embasou a prisão, o ministro Alexandre de Moraes citou indícios de interferência no avanço das investigações.

De acordo com a Polícia Federal, as suspeitas apontam que informações sensíveis sobre mandados e diligências teriam sido repassadas a investigados, o que comprometeria o andamento da operação. Conversas recuperadas pelas autoridades mostram diálogos entre Bacellar e TH, sugerindo alertas prévios sobre ordens judiciais.

A defesa, por sua vez, negou qualquer irregularidade e classificou a medida de prisão preventiva como desproporcional. O espaço segue aberto para manifestações oficiais.

A relação entre o governador e o presidente da Alerj, antes marcada por alinhamento político, já havia sofrido abalos após episódio envolvendo a exoneração do então secretário estadual de Transportes, Washington Reis, durante período em que Bacellar estava como governador em exercício.

Além da prisão preventiva de Bacellar, a ofensiva autorizada pelo Supremo incluiu mandados de busca e apreensão, intimações para medidas cautelares alternativas e apreensão de bens. A ação integra determinações relacionadas ao julgamento da ADPF 635, que prevê investigações federais sobre a atuação de facções criminosas no estado e eventuais conexões com agentes públicos.

Com os desdobramentos ainda em andamento, a Assembleia Legislativa informou que aguarda os detalhes oficiais da operação para adotar medidas administrativas internas.

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