Passageiros e motoristas de ônibus da Região Metropolitana do Rio poderão contar com reforço policial dentro dos coletivos. A medida faz parte do novo programa “Ônibus Seguro”, sancionado nesta sexta-feira pelo governador Cláudio Castro, e tem como objetivo combater a crescente onda de violência no transporte público.
A nova legislação prevê que policiais militares, civis e penais poderão atuar nos coletivos durante seus dias de folga, sendo remunerados pelo Regime Adicional de Serviço (RAS). Guardas municipais também estão incluídos na proposta, que amplia a atuação das forças de segurança em um dos principais alvos da criminalidade urbana: os ônibus intermunicipais.
O convênio que viabiliza o programa será firmado entre o Governo do Estado, as prefeituras dos municípios da Região Metropolitana e a Fetranspor — federação que representa as empresas de transporte coletivo. A partir dessa parceria, agentes de segurança poderão estar presentes não só dentro dos ônibus, mas também em pontos de parada e terminais rodoviários.
Segundo o governo estadual, a alocação dos policiais seguirá critérios técnicos, com base em dados dos setores de inteligência. O objetivo é priorizar os trechos com maior risco de assaltos e garantir a presença dos agentes nos horários e locais mais críticos. A proposta é transformar o patrulhamento em uma estratégia mais direcionada e eficiente.
A criação do programa “Ônibus Seguro” é uma resposta direta às estatísticas que mostram o aumento de roubos a ônibus nos últimos meses. Para milhares de trabalhadores que dependem do transporte coletivo diariamente, a presença de segurança nos veículos representa alívio e proteção diante de uma realidade marcada pelo medo e pela violência.
Além de conter a criminalidade, o governo pretende estimular a confiança no sistema de transporte público. Ao integrar diferentes níveis de segurança — estadual, municipal e corporativo —, a expectativa é criar um modelo de vigilância mais integrado, capaz de reagir com agilidade às ocorrências.
Os policiais convocados para o serviço adicional terão como missão coibir assaltos, abordar suspeitos e colaborar com a preservação da ordem dentro dos veículos. A proposta prevê ainda que os agentes estejam identificados e atuem de maneira ostensiva, funcionando também como elemento de dissuasão para criminosos.
Para os rodoviários, que enfrentam diariamente a tensão de possíveis ataques, o projeto representa um avanço. Casos de assaltos violentos, ameaças com armas e agressões verbais têm sido relatados com frequência por motoristas e cobradores que circulam em rotas consideradas perigosas.
Ainda não há uma data exata para o início da operação, mas a expectativa é que o programa seja implementado gradualmente, conforme os convênios forem firmados com os municípios e empresas de transporte. A integração entre os entes públicos será fundamental para garantir a viabilidade e continuidade da proposta.
Além disso, o governo deve monitorar os resultados da iniciativa por meio de relatórios de ocorrências e avaliação dos índices de violência nos coletivos. A intenção é ajustar a atuação conforme as necessidades de cada área, mantendo a flexibilidade na distribuição dos agentes.
A medida também poderá servir como modelo para outras regiões do estado e, eventualmente, para outras capitais do país que enfrentam desafios semelhantes. A segurança em ônibus, muitas vezes negligenciada, ganha agora um espaço central nas políticas públicas de proteção ao cidadão.














