O chefe do tráfico em Angra, conhecido como Pesadelo, foi preso na última quarta-feira (16) durante patrulhamento de rotina realizado por agentes do programa Segurança Presente, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Identificado como Héros Santos da Silva, de 21 anos, o criminoso estava foragido com dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio.
A prisão ocorreu no bairro Rancho Novo. Pesadelo foi abordado pelos policiais enquanto pilotava uma motocicleta em atitude suspeita. Ao ser questionado, ele apresentou uma carteira nacional de habilitação (CNH), mas o documento não constava no sistema do Detran. Desconfiados, os agentes o conduziram à 52ª DP (Nova Iguaçu), onde foi confirmada a falsidade do documento.
Na delegacia, os investigadores constataram que o suspeito era, na verdade, o temido chefe do tráfico na comunidade de Sapinhatuba III, em Angra dos Reis, região da Costa Verde. Os mandados de prisão contra ele foram expedidos em junho e dezembro de 2024. Pesadelo é apontado como liderança ativa no comando do tráfico local e investigado por crimes de alta periculosidade.
A prisão reforça o avanço das operações integradas entre a Polícia Civil e os programas de segurança ostensiva no estado. Segundo o programa Segurança Presente, o foco do patrulhamento preventivo em áreas urbanas tem contribuído para a identificação e prisão de foragidos da Justiça que circulam fora das comunidades, tentando evitar a vigilância tradicional.
Essa ação também mostra um padrão que vem sendo observado nos últimos meses: chefes do tráfico têm adotado estratégias para fugir da polícia se deslocando para bairros afastados e usando documentos falsos. Foi o caso de Pesadelo, que evitava circular por Angra e preferia permanecer na Baixada Fluminense, onde acreditava passar despercebido.
A prisão de Pesadelo ocorre apenas um dia após a morte de outro traficante conhecido por seu apelido: Vinícius Kleber Di Carlontoni Martins, o Cheio de Ódio. Ele era chefe do tráfico na comunidade da Ladeira dos Tabajaras, entre Copacabana e Botafogo, na Zona Sul do Rio, e foi morto durante operação da Polícia Civil.
Com a prisão de Pesadelo e a morte de Cheio de Ódio, a polícia do Rio de Janeiro reforça o combate direto ao comando das facções, mirando lideranças que representam riscos elevados à segurança pública. Ambas as ações estão inseridas em um contexto mais amplo de operações direcionadas para a desarticulação do tráfico de drogas e do crime organizado.
As investigações sobre Pesadelo continuam, com expectativa de que novas informações surjam a partir da apreensão de materiais e depoimentos. Ele permanece preso e à disposição da Justiça.














