Chefe do CV no Morro do Fubá morre em confronto com a PM em Cascadura

O apontado líder do Comando Vermelho no Morro do Fubá, Alexandro dos Santos Ezequiel, o ‘Pitico’, de 24 anos, morreu após confronto com a Polícia Militar na tarde de terça-feira (15), em Cascadura, Zona Norte do Rio.

Líder do Comando Vermelho no Morro do Fubá morre após troca de tiros

De acordo com informações da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, equipes foram deslocadas até a comunidade para checar uma denúncia de inteligência. A informação apontava que um grupo de criminosos armados estava se reunindo para realizar um ataque contra uma facção rival que disputa o controle territorial na região.

Ao chegar a um dos acessos do Morro do Fubá, os policiais militares foram recebidos a tiros por homens armados. Houve confronto no local. Após o fim dos disparos, os agentes avançaram pela comunidade e encontraram Alexandro ferido no chão, carregando uma mochila cheia de carregadores de fuzil.

O suspeito foi socorrido e levado pelos próprios policiais ao Hospital Estadual Carlos Chagas, localizado em Marechal Hermes. No entanto, segundo a direção da unidade de saúde, o rapaz já chegou ao local sem vida.

O que se sabe sobre a atuação de Pitico no tráfico local

Alexandro dos Santos Ezequiel era considerado pelas autoridades como um dos principais ‘homens de guerra’ do Comando Vermelho na Zona Norte. Ele atuava diretamente na linha de frente das invasões e confrontos armados no Morro do Fubá e em áreas vizinhas, como o Campinho e Quintino.

Segundo a Polícia Militar, Pitico também era investigado por participação direta em um atentado a tiro contra um capitão do 9º BPM (Rocha Miranda), batalhão responsável pelo policiamento ostensivo na área. A liderança dele era estratégica para a facção, que tenta consolidar o domínio total dos morros da região há meses.

A disputa pelo Morro do Fubá e pelo Campinho arrasta-se há anos, envolvendo confrontos diários entre traficantes do Comando Vermelho e grupos paramilitares de milicianos. A rotina dos moradores é constantemente afetada por tiroteios e operações policiais repentinas.

Como fica a região de Cascadura e o transporte público

Após a confirmação da morte de Pitico, o clima ficou tenso entre os bairros de Cascadura, Campinho e Madureira. Informações que circularam na região indicavam que criminosos teriam ordenado o fechamento do comércio e tentado bloquear o tráfego de veículos na Avenida Ernani Cardoso, uma das vias expressas mais importantes da Zona Norte do Rio.

O sindicato das empresas de ônibus, Rio Ônibus, informou que houve uma tentativa de interdição da via por parte de suspeitos, mas a ação foi rapidamente controlada. A circulação dos coletivos municipais e intermunicipais seguiu operando, embora sob forte estado de alerta dos motoristas e passageiros.

Para quem precisa passar por Cascadura, a recomendação é priorizar o deslocamento pela Avenida Dom Hélder Câmara ou utilizar os trens da SuperVia, que mantiveram a operação normal na Estação Cascadura. A Polícia Militar reforçou o patrulhamento nos acessos às comunidades e no centro comercial do bairro.

Quem responde pelo caso e o que acontece agora

A ocorrência foi registrada na 28ª DP (Campinho), delegacia da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro responsável pela área. Os policiais militares envolvidos no confronto prestaram depoimento e apresentaram a mochila com os carregadores de fuzil apreendidos durante a ação.

A Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar detalhadamente as circunstâncias da troca de tiros, além de identificar e prender outros integrantes do bando que participavam da reunião para o ataque rival. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) também acompanha os desdobramentos devido ao histórico de conflitos armados no local.

O 9º BPM (Rocha Miranda) informou que vai manter o policiamento ostensivo reforçado por tempo indeterminado em Cascadura e nos arredores do Morro do Fubá para garantir a segurança dos moradores e impedir atos de vandalismo ou represálias do tráfico.

Como denunciar movimentações suspeitas na Zona Norte

Moradores que presenciarem movimentações de homens armados, pontos de venda de drogas ou barreiras impostas por criminosos podem colaborar com as autoridades de forma totalmente anônima. A população não precisa se identificar em nenhum momento da ligação ou do envio de dados.

O canal principal para informações é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro. As denúncias podem ser feitas pelo telefone (21) 2253-1177 ou pelo número 0300 253 1177 para quem está fora da capital. O atendimento funciona durante 24 horas por dia, sete dias por semana.

Outra opção e o uso do aplicativo ‘Disque Denúncia RJ’, onde e possível enviar fotos, vídeos e localizações exatas de esconderijos de armas e drogas. Em emergências ou tiroteios em andamento na via pública, a orientação e acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

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