O Centro de Monitoramento Ambiental da Cedae será inaugurado nesta terça-feira (9), às 10h, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A nova unidade foi criada para acompanhar, em tempo real, rios ligados ao abastecimento da Região Metropolitana e reforçar o controle da qualidade da água produzida para a população.
O espaço reunirá informações dos sistemas de monitoramento instalados nas bacias dos rios ligados aos dois maiores sistemas de produção da companhia. Entre eles estão o Guandu, responsável pelo abastecimento do sistema de mesmo nome, e os rios Guapiaçu e Macacu, que formam o Canal de Imunana, onde ocorre a captação de água do sistema Imunana-Laranjal.
A unidade funciona em um prédio reformado. A fachada recebeu um painel em grafite de 256 metros quadrados, assinado pela artista plástica Rafamon, com a imagem de uma cachoeira e espécies da fauna e da flora da Mata Atlântica.
No novo centro, equipes técnicas da Cedae vão atuar 24 horas por dia. O local contará com um painel eletrônico que exibirá imagens de 36 câmeras distribuídas em 14 pontos das bacias monitoradas.
Além das imagens, o sistema reunirá mapa climático e dados atualizados de cerca de 10 parâmetros físico-químicos da água. As informações serão geradas por sensores flutuantes, drones e câmeras espectrais semelhantes às utilizadas por satélites da Nasa.
A estrutura também contará com frota própria, incluindo drones e embarcações. O objetivo é identificar riscos antes que eles cheguem aos pontos de captação e permitir respostas mais rápidas em caso de alteração na qualidade dos mananciais.
As informações levantadas pelo centro serão compartilhadas com os centros de controle operacional dos sistemas Guandu e Imunana-Laranjal. A integração busca fortalecer a tomada de decisão e antecipar protocolos de segurança quando houver risco ao abastecimento.
Segundo o diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae, José Ricardo de Brito, o monitoramento das bacias amplia a capacidade de prevenção da companhia.
O monitoramento de bacias e o CMA são o resultado da experiência dos profissionais da Cedae, que entenderam que a segurança hídrica exige levar o monitoramento muito além dos pontos de captação de água, ou seja, a toda a bacia. Dessa forma, podemos acionar preventivamente os protocolos de segurança, garantindo a qualidade e a perenidade do abastecimento, afirmou José Ricardo de Brito.
Além de atender aos sistemas operados pela Cedae, o Centro de Monitoramento Ambiental também vai repassar informações e imagens a órgãos estaduais. Entre eles estão a Defesa Civil, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, o Instituto Estadual do Ambiente e a Polícia Civil.
A previsão é que, até 2027, a unidade também realize simulados de crises ambientais. Os treinamentos devem preparar funcionários e testar os planos de contingência dos sistemas de abastecimento.
Com a nova estrutura, a Cedae aposta em tecnologia, integração e monitoramento contínuo para ampliar a segurança hídrica e reduzir riscos no abastecimento da Região Metropolitana.













