Cemitério clandestino de carros foi descoberto por agentes da 35ª DP, de Campo Grande, nesta quinta-feira (14), em uma área ligada à milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, na Zona Oeste do Rio. A operação terminou com três pessoas presas em flagrante e a apreensão de placas, peças automotivas e partes de veículos.
Os policiais chegaram ao local após um trabalho de investigação e inteligência voltado à atuação do grupo criminoso na região. Durante a ação, os agentes flagraram o uso de uma retroescavadeira e de uma prensa para transformar veículos em sucata.
Segundo a Polícia Civil, o terreno funcionava como uma espécie de ferro-velho clandestino. Além do desmanche irregular, os investigadores encontraram indícios de descarte ilegal de resíduos, contaminação ambiental e uso de energia elétrica por ligação clandestina.
Em depoimento sobre a operação, o delegado Marco Aurélio Castro, titular da 35ª DP, afirmou:
“Um crime ambiental, pois o lugar funciona de uma forma totalmente clandestina, com contaminação do lençol freático, descarte de óleo irregular. A operação é totalmente sem licenciamento, de forma clandestina, causando dano ambiental, furto de energia e vários crimes, também possivelmente de receptação de veículos roubados ou furtados provenientes de ilícito”, detalhou o delegado Marco Aurélio Castro.
Na análise preliminar, os agentes encontraram dez placas de automóveis. Uma delas pertencia a um carro roubado. Também foram localizadas peças e partes de veículos enterradas no terreno, o que reforça a suspeita de que automóveis eram desmontados e depois soterrados no local.
Os três presos foram autuados por desmanche clandestino, furto de energia e crime ambiental. O proprietário do espaço já foi identificado pela polícia.
As investigações continuam para descobrir a origem dos veículos encontrados, identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão da participação da milícia no esquema.
Zinho é apontado pelas autoridades como o principal líder da maior milícia da Zona Oeste do Rio. Ele era considerado foragido desde 2018, até se apresentar à Polícia Federal em dezembro de 2023, após negociações. Atualmente, está preso em um presídio federal de segurança máxima.
A descoberta do local amplia a investigação sobre atividades ilegais atribuídas ao grupo criminoso na Zona Oeste e mostra como estruturas clandestinas podem ser usadas para esconder veículos, movimentar peças e sustentar outros crimes na região.














