A jovem Thamires Costa Mathias, de 19 anos, vai se apresentar a uma delegacia de policia acompanhada de seu advogado para entregar o proprio celular. O aparelho e considerado uma peça essencial nas investigaçoes sobre a morte da tecnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, ocorrida no ultimo domingo.
Thamires e irmã do soldado da Policia Militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, que esta preso suspeito de envolvimento na morte da companheira. A policia tenta acessar as mensagens trocadas entre Thamires e Larissa nas horas que antecederam o crime para entender o contexto do caso e esclarecer as versoes apresentadas.
Entenda a importancia do celular da cunhada nas investigaçoes do Caso Larissa
Na manhã desta quinta-feira, agentes da Policia Civil tentaram cumprir um mandado de busca e apreensão na residencia de Thamires, em Grande São Paulo. No entanto, a jovem não estava no local. Os pais informaram aos policiais que a filha havia pernoitado na casa de uma amiga e que eles não sabiam o endereço exato do paradeiro dela naquele momento.
Apos a visita policial, a defesa da familia confirmou que Thamires comparecerá voluntariamente a delegacia de Embu das Artes para entregar o telefone celular. O aparelho não foi apreendido durante a diligencia matutina, mas a entrega espontânea foi acertada pelo advogado encarregado de acompanhar o depoimento da jovem.
Thamires estava hospedada na mesma casa onde o casal morava desde a sexta-feira anterior ao fato. Por ser proxima da vitima e ter mantido conversas recentes com ela por aplicativo de mensagens, os investigadores apontam que o conteudo do aparelho pode confirmar ou descartar pontos centrais do depoimento do policial militar preso.
O que a defesa do policial alega e o que apontam as conversas
O soldado da Policia Militar Vinicius Costa Silva foi detido no dia seguinte a morte de Larissa, que foi encontrada sem vida com um tiro na cabeça dentro do banheiro do imovel onde o casal residia. Em seus depoimentos e por meio de sua defesa, o policial nega ter efetuado o disparo e sustenta a hipotese de que a companheira teria tirado a propria vida enquanto tomava banho.
Segundo a versão apresentada pela familia do PM, as mensagens trocadas no aplicativo mostram Larissa desabafando sobre problemas pessoais e mencionando o uso de medicamentos controlados. Em trechos da conversa, a tecnica em radiologia teria dito que tinha o desejo de encerrar o relacionamento e terminar com tudo, alem de relatar o consumo de sedativos para conseguir dormir.
A Policia Civil ressalta que o conteudo completo das conversas precisa ser periciado formalmente. A pericia tecnica vai extrair os dados diretamente do aparelho de Thamires para garantir que o material seja autentico, verificando se houve qualquer tipo de edição, exclusão de mensagens ou alteração no contexto dos dialogos arquivados.
O que ja se sabe sobre a investigação do caso
A morte de Larissa aconteceu na manhã de domingo, dia 6 de setembro, quando ela estava no chuveiro. A jovem deixou um filho de apenas 2 anos de idade. Relatos de pessoas proximas apontam que o casal passava por um periodo de turbulencia e brigas frequentes no relacionamento antes da tragedia.
A policia apura todas as circunstancias do local do crime, incluindo o laudo necroscopico e o exame pericial feito no banheiro da residencia. Os peritos analisam a trajetoria do projetil, a posição do corpo e se havia marcas de escoriação ou vestigios de luta corporal que possam indicar uma agressão antes do disparo fatal.
A prisão preventiva do policial militar foi decretada temporariamente enquanto as diligencias prosseguem. Todos os depoimentos colhidos até agora, juntamente com o resultado dos exames de balistica e toxicologico, serão confrontados com a analise das mensagens do celular de Thamires assim que o aparelho for entregue e periciado.
Quem responde por isso e quais os proximos passos
A investigação esta sob responsabilidade da Policia Civil, que atua em conjunto com a Corregedoria da Policia Militar para acompanhar a situação funcional do soldado envolvido. O batalhão onde o policial atuava tambem acompanha o desdobramento do caso e instaurou procedimentos administrativos de praxe para apurar a conduta do agente.
Nos proximos dias, a delegacia encarregada do caso devera ouvir novamente parentes de Larissa, vizinhos do casal e testemunhas que presenciaram a rotina da familia. A entrega formal do celular de Thamires e tida como o passo mais urgente para concluir o inquerito policial e remete-lo ao Ministerio Publico, orgao responsavel por decidir se oferece denuncia formal contra o investigado.
Como denunciar casos de violencia e onde buscar apoio
Em situaçoes de emergencia ou suspeita de violencia domestica, qualquer pessoa pode ligar para o numero 190 e acionar a Policia Militar. O atendimento e imediato e funciona 24 horas por dia em todo o territorio nacional.
Para denúncias anonimas sobre crimes, violencia contra a mulher ou irregularidades policiais, o cidadão do Estado do Rio de Janeiro pode utilizar o Disque Denuncia pelo telefone 2253-1177. O serviço garante o sigilo absoluto do denunciante e repassa as informações diretamente para as autoridades competentes.
Casos de atendimento especializado a mulher vitima de violencia tambem podem ser encaminhados a Central de Atendimento a Mulher pelo numero 180, que oferece orientação juridica, apoio psicologico e direcionamento para a rede de proteção publica mais proxima.















