Caso Henry Borel: Justiça mantém júri de Jairinho e Monique para próxima semana

Monique Medeiros

O caso Henry Borel terá um novo capítulo na próxima semana, após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmar o júri popular do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros. Os dois são acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021.

A Corte negou um novo pedido da defesa de Jairinho para adiar o julgamento, previsto para começar no dia 25 de maio. A expectativa é que o júri dure cerca de cinco dias, mobilizando familiares, autoridades, imprensa e parte da opinião pública.

Os advogados do ex-parlamentar alegaram que ainda não teriam conseguido acessar e extrair integralmente dados de equipamentos eletrônicos anexados ao processo. A defesa sustentou que isso poderia representar cerceamento do direito de defesa e, por esse motivo, pediu uma nova mudança na data.

O julgamento já havia sido remarcado anteriormente. Inicialmente previsto para março deste ano, o júri foi adiado por dois meses após a defesa abandonar uma sessão do Tribunal do Júri durante discussões processuais.

Mesmo diante do novo pedido, o Tribunal de Justiça entendeu que não havia justificativa suficiente para alterar novamente o calendário. Com isso, a realização do júri foi mantida para a próxima semana.

Henry Borel morreu em março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e Jairinho, então namorado dela. O caso ganhou repercussão nacional e passou a ser investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação. Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão qualificado, além de tortura e coação.

As acusações incluem agravantes relacionados ao fato de a vítima ser uma criança menor de 14 anos e ao contexto familiar em que o caso ocorreu. Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão para cada um dos réus.

Após a decisão do TJRJ, o vereador Leniel Borel, pai de Henry, afirmou esperar que o julgamento aconteça sem novos adiamentos. Ele também defendeu que os responsáveis respondam perante a Justiça.

“A decisão do TJRJ deixa claro que não há mais espaço para manobras protelatórias que tentem afastar o julgamento pelo Tribunal do Júri. Meu desejo é que todos os responsáveis respondam pelos seus atos perante a Justiça, com o devido rigor da lei”, declarou Leniel Borel.

A realização do júri popular deve provocar forte movimentação no entorno do fórum do Rio. Desde a morte de Henry, o caso passou a ser acompanhado de perto e gerou debates sobre violência contra crianças, responsabilidade familiar e mecanismos de proteção à infância.

O julgamento de Jairinho e Monique é considerado um momento decisivo para o andamento judicial do caso. Com a data mantida, a expectativa agora se concentra no início das sessões e nos próximos desdobramentos diante do Tribunal do Júri.

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