A candidata a Miss Mundo Milla Magee, de 24 anos, representante da Inglaterra, anunciou sua desistência do concurso após denunciar o tratamento recebido durante o evento, que está sendo realizado em Telangana, na Índia. Em entrevistas à imprensa britânica, Milla relatou experiências que considerou humilhantes e disse ter se sentido “como uma prostituta” durante atividades com patrocinadores.
A modelo revelou que foi orientada a comparecer a jantares luxuosos com empresários influentes e permanecer ao lado deles como forma de “agradecimento”. “Esperavam que sentássemos com eles a noite toda. Achei isso inacreditável. Me senti terceirizada para o entretenimento das pessoas”, declarou. Além disso, descreveu a situação como “um modelo ultrapassado” e alegou que o ambiente do concurso não condiz com seus valores.
Em seu depoimento, Milla também afirmou que as competidoras eram obrigadas a estar sempre vestidas com roupas formais e que se sentia “como um macaco dançante”. O desconforto moral e o desrespeito por parte da organização a levaram a abandonar oficialmente o Miss Mundo no dia 16 de maio, sob a justificativa pública de uma emergência familiar.
Com a decisão, Milla se tornou a primeira candidata a Miss Mundo da Inglaterra a deixar a competição em mais de 70 anos. Além de modelo, ela trabalha como salva-vidas em Newquay, no Reino Unido, e ficou conhecida por liderar a campanha “Go Far With CPR”, que defende o ensino obrigatório de primeiros socorros nas escolas, com apoio até do príncipe William.
A CEO da organização Miss Mundo, Julia Morley, de 85 anos, rebateu as acusações. Em nota oficial, classificou as declarações de Milla como “completamente falsas e inconsistentes com a realidade”. Morley disse ainda que aguarda mais desdobramentos para compreender a decisão da jovem, e afirmou: “Ela é jovem, talvez esteja sendo influenciada. Enviamos fotos lindas dela para lembrar sua boa experiência conosco.”














