O assessor parlamentar morto na Zona Oeste, Marcelo Matos da Conceição, de 42 anos, foi executado a tiros nesta sexta-feira (31) após receber uma ligação telefônica e sair para encontrar o suspeito no portão do condomínio onde morava, no Recreio dos Bandeirantes. Segundo uma testemunha, ele trocou palavras com o homem em uma moto antes de ser baleado.
O crime ocorreu por volta das 6h30, na Rua Guilherme Baptista, em frente à Praça Restier Gonçalves. Marcelo, que era funcionário comissionado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), não resistiu aos disparos. Marcas de tiros ficaram visíveis no portão do condomínio e até em uma parede de uma escola próxima. Apesar do aparato de segurança, como câmeras e cerca elétrica, o crime surpreendeu os moradores, que classificaram o bairro como tranquilo.
“Moro aqui há 25 anos e posso dizer que é bem tranquilo. Isso que aconteceu não é comum. Pegou a gente de surpresa”, disse uma moradora.
Marcelo integrava a equipe do deputado licenciado Felipinho Ravis, atual secretário de Trabalho e Renda do estado. Nos últimos seis meses, assessorava o suplente Chiquinho da Mangueira. Segundo registros da Alerj, o servidor tinha salário líquido de R$ 4.320,47. Em nota, Felipinho lamentou a morte: “Ao longo de sua trajetória, contribuiu significativamente para o trabalho parlamentar, sempre pautado pelo respeito, diálogo e ética.”
O político também declarou confiança na elucidação do caso: “O deputado acredita nas instituições de segurança pública e confia na rápida responsabilização dos culpados.”
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu o caso e informou que diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime. A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre possíveis suspeitos ou motivação. Imagens de câmeras de segurança do local serão analisadas pelos investigadores.














