Um estudo realizado por Joseph Moysiuk, do Museu de Manitoba (Canadá), e Jean-Bernard Caron, do Museu Real de Ontário (Toronto, Canadá), descreve uma nova espécie de artrópode que viveu há aproximadamente 506 milhões de anos, no período Cambriano.
A espécie, batizada de Mosura fentoni, modifica o entendimento sobre a evolução dos radiodontes (Radiodonta), um dos primeiros grupos de artrópodes predadores conhecidos.
O estudo analisou 60 exemplares coletados em nove atividades de campo realizadas entre 1990 e 2022 na unidade estratigráfica Burgess Shale, um complexo de rochas sedimentares ricas em matéria orgânica localizado na Colúmbia Britânica, no oeste do Canadá. Essa região abriga registros essenciais da história da vida na Terra e da diversificação dos primeiros organismos complexos.
A rica fauna de animais do período Cambriano é formada por centenas de exemplares excepcionalmente bem preservados, que abrem uma janela para um mundo muito diferente do atual. Para começar, naquela época não existiam anfíbios ou répteis e basicamente os únicos vertebrados eram os peixes, que tinham acabado de surgir (há cerca de 530 milhões de anos). Havia um gigantesco oceano, chamado Panthalassa, que era povoado por criaturas bastante estranhas. Entre elas, cabe destaque para integrantes do grupo extinto Radiodonta, nome que deriva da configuração das placas dentárias em forma de anel que circundavam a região da boca desses animais, também chamada de cone oral — explica o professor Joseph Moysiuk, do Museu de Manitoba.














