Campos e São João da Barra se destacam em ranking de influência no Rio segundo o Mapa Rio Soft Power e o Mapeamento da Indústria Criativa, estudo apresentado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O levantamento analisa o poder de influência e reputação de 20 municípios fluminenses com base em diferentes indicadores socioeconômicos e culturais.
A apresentação do estudo ocorreu no início da semana, na sede da Firjan Norte Fluminense, em Campos dos Goytacazes. O trabalho foi exposto por Oswaldo Gama Neto e Paulo Vitor Ramalho, da Gerência Geral de Desenvolvimento e Inovação Empresarial da Casa Firjan, a representantes das prefeituras dos dois municípios.
De acordo com os pesquisadores, o Mapa Rio Soft Power é considerado uma iniciativa inédita no país. A análise foi construída a partir de dados como Produto Interno Bruto (PIB), PIB per capita, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), densidade empresarial, densidade acadêmica e presença de indústrias criativas.
O estudo também levou em conta elementos relacionados à identidade cultural e histórica das cidades, além de fatores como ativos tangíveis e intangíveis, articulação entre atores locais e capacidade de gerar inovação e reputação.
Segundo Oswaldo Gama Neto, o levantamento funciona como uma ferramenta estratégica para compreender como a reputação e a identidade territorial podem contribuir para o desenvolvimento econômico e social.
O pesquisador explicou que a metodologia adotada também se inspirou em referências internacionais, como o Global Soft Power Index e o Nation Brands Index, adaptando parâmetros globais à realidade dos municípios fluminenses.
Entre as cidades avaliadas, sete alcançaram níveis considerados elevados de influência. São elas: Niterói, com 100 pontos, Rio de Janeiro, com 92, Nova Friburgo, com 88, Petrópolis e Teresópolis, com 84 cada, Angra dos Reis, com 80, e Campos dos Goytacazes, também com 80 pontos.
De acordo com o levantamento, esses municípios combinam inovação, desempenho econômico consistente, densidade criativa e capacidade de atrair investimentos e talentos.
Na avaliação da secretária de Turismo de Campos, Patrícia Cordeiro, o estudo pode contribuir para fortalecer estratégias de desenvolvimento regional, especialmente na área de turismo.
Será uma ferramenta que iremos utilizar e os dados com embasamento científico serão fortemente usados por nossas equipes, afirmou.
Ela destacou ainda que o material poderá contribuir para iniciativas em âmbito regional, como os projetos desenvolvidos pela Instância de Governança Regional Costa Doce, voltados ao fortalecimento do turismo de negócios.
O levantamento também apresenta um panorama histórico e econômico de Campos dos Goytacazes, ressaltando a capacidade de adaptação do município ao longo dos ciclos produtivos.
Segundo o estudo, a cidade prosperou inicialmente com o ciclo do açúcar, depois se destacou com a exploração de petróleo na Bacia de Campos e atualmente mantém relevância econômica com atividades ligadas ao Porto do Açu.
Entre os ativos citados estão o Parque Estadual do Desengano e o Geoparque Costões e Lagunas, além da presença de um setor de serviços expressivo e comércio ativo.
Já São João da Barra é descrita no estudo como um município com forte ligação histórica com o mar e com atividades econômicas que se desenvolveram a partir da pesca, do açúcar e do café.
Atualmente, a economia local é impulsionada principalmente pelo Porto do Açu, considerado um dos maiores complexos portuários e industriais da América Latina, além da exploração de petróleo.
O levantamento também destaca a presença histórica da fábrica de bebidas do Grupo Thoquino e eventos culturais como um dos maiores carnavais do interior do estado.
Os dados completos do estudo podem ser consultados na plataforma Observatório Firjan, que reúne análises e indicadores sobre o desenvolvimento econômico e social do estado do Rio de Janeiro.
A expectativa é que as informações sirvam como base para planejamento estratégico e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da economia criativa e da competitividade regional.














