Um cachorro abandonado em apartamento levou duas mulheres à prisão em flagrante neste domingo (3), em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O animal, um cão idoso que depende de medicação contínua, foi encontrado sozinho em um imóvel na Estrada da Cachamorra, em condições precárias de higiene.
Segundo a polícia, o cachorro ficou sem a presença das responsáveis durante todo o feriado e o fim de semana. No apartamento, ele estava cercado por fezes e urina, o que chamou a atenção de moradores do prédio. Os latidos frequentes também contribuíram para que vizinhos percebessem a situação e acionassem o projeto Nas Garras da Lei.
A ocorrência foi encaminhada à 35ª DP, em Campo Grande. No local, policiais e uma veterinária constataram a situação do animal. As suspeitas, identificadas como Camila Pontes da Silva, de 36 anos, e Luana Teles, de 33, afirmaram em depoimento que haviam viajado e deixado uma amiga responsável por alimentar e cuidar do cão.
Ainda conforme o relato apresentado pelas mulheres, a pessoa indicada para cuidar do animal não conseguiu entrar no imóvel porque não tinha a chave correta. A justificativa, no entanto, não impediu a prisão em flagrante por suspeita de maus-tratos.
O delegado Marcos Castro, responsável pelo caso, afirmou que a equipe foi até o endereço após receber informações sobre a situação. Ele relatou que os vizinhos já estavam incomodados com o estado em que o cão se encontrava.
“Prosseguimos até o local e constatamos o fato. Logo em seguida, as tutoras ficaram sabendo e estiveram no local. É certo que elas ficavam ausentes todo fim de semana. Elas franquearam a entrada da equipe de policiais e da veterinária. Constatamos os maus-tratos, elas foram presas em flagrante e serão encaminhadas para audiência de custódia”, afirmou Marcos Castro.
Após o resgate, o cachorro foi retirado do apartamento e encaminhado para avaliação veterinária. O estado de saúde do animal deve ser acompanhado por profissionais, principalmente por se tratar de um cão idoso e que necessita de medicação contínua.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa das envolvidas. O espaço segue aberto para manifestações.
O caso reacende o alerta sobre a responsabilidade de tutores com animais idosos, especialmente em períodos de ausência prolongada, quando cuidados, alimentação, higiene e medicação não podem ser interrompidos.














