Botafogo sem Savarino exige mudanças táticas no time

Savarino do Botafogo

O Botafogo teve que repensar seu esquema de jogo nos últimos dias. Com a ausência de Jefferson Savarino por lesão, o clube precisou se remontar taticamente para enfrentar os desafios da temporada. O venezuelano, um dos principais nomes do elenco, deverá ficar afastado por mais dez dias, após ser diagnosticado com uma lesão de grau 1 na coxa direita.

Mesmo com o desfalque, o Alvinegro conquistou uma vitória importante na Venezuela ao bater o Carabobo por 2 a 1, resultado que mantém o time vivo na disputa da Libertadores. Ainda assim, a ausência do meia-atacante impôs uma série de ajustes dentro de campo. O técnico Renato Paiva ressaltou o impacto da falta de um jogador com as qualidades específicas de Savarino.

“Sava é um jogador que tem características muito únicas, e nós, no elenco, não temos outro com essas mesmas características. Então, não é simplesmente pela ausência do Savarino, porque vamos jogar com 11 jogadores, mas pela ausência de um atleta com qualidades diferentes de todos os outros. Quando falta esse jogador, é preciso mudar algumas coisas na estrutura, na tática e até na estratégia para a partida. Deixa de haver um gerador, um criador de jogadas, especialmente entre as linhas, que é uma zona do campo onde é difícil jogar ao atacar. Quanto mais entre as linhas, mais curto é o espaço”, explicou Renato Paiva, em depoimento ao jornal O Dia.

Savarino vinha sendo peça-chave na transição ofensiva e na criação de jogadas. Sua ausência obriga a comissão técnica a buscar alternativas dentro do plantel, ainda que nenhum atleta apresente exatamente o mesmo perfil. Essa carência obriga uma adaptação que vai além da simples troca de jogador, afetando inclusive o plano estratégico da equipe em campo.

O treinador reconhece que não há tempo para lamentações, especialmente em uma temporada exigente como a atual. “O Savarino é um desbloqueador de jogo, e, na verdade, no elenco atual, ele é único nesse papel. Então, é por aí. Mas vamos jogar com 11, e eu nunca vou reclamar do que está faltando. Precisamos estar preparados para lesões, suspensões… e, se eu ficar chorando por isso, não faço meu trabalho. Eu tenho que fazer meu trabalho”, completou Paiva, em depoimento ao jornal O Dia.

Para os próximos compromissos, o Botafogo sem Savarino deve continuar testando variações táticas. Entre elas, a utilização de jogadores mais físicos para reforçar o meio-campo ou opções de velocidade nas pontas para compensar a ausência do articulador. A expectativa é que a equipe consiga manter o nível competitivo enquanto o camisa 10 se recupera.

A presença de Savarino é aguardada com cautela, já que a comissão médica não pretende acelerar o retorno. O foco é garantir que o jogador esteja em plenas condições físicas para voltar ao ritmo intenso da temporada.

Com a confiança em alta após o resultado positivo na Venezuela, o clube segue firme na briga por uma vaga nas fases seguintes da Libertadores. A recuperação do venezuelano será importante, mas o elenco tem demonstrado capacidade de adaptação para seguir competitivo mesmo em situações adversas.

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