Após quase duas décadas fechada, a Biblioteca do MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) está novamente aberta ao público. O espaço, que passou por uma ampla reestruturação, agora oferece acesso livre e gratuito ao seu acervo, que conta com mais de 43 mil volumes entre livros, catálogos e publicações especializadas em arte moderna e contemporânea.
A biblioteca funciona dentro do próprio museu, com atendimento presencial de terça a sexta-feira, das 13h30 às 17h30, exceto em feriados. Não é necessário agendamento: basta chegar, fazer um cadastro simples e aproveitar todo o acervo disponível.
O público encontra materiais únicos, como os chamados “livros de artista” — obras que fogem dos padrões convencionais de livros e se aproximam de peças plásticas. Entre os destaques está um portfólio em formato de marmita de latão, produzido pela Galeria Mariana Moura, que guarda cartões assinados por artistas visuais de Recife. Outro exemplar traz uma série de slides do artista Tunga, cuidadosamente organizados em uma caixa.
Além dos livros e publicações, a Biblioteca do MAM integra a área de Pesquisa e Documentação do museu, que abriga aproximadamente 500 mil itens arquivísticos. Entre eles estão registros fotográficos, croquis, projetos de design, documentos textuais, cartográficos e materiais que contam a história não só do museu, mas também da arte moderna e contemporânea no Brasil.
A proposta do espaço é democratizar o acesso ao conhecimento, oferecendo uma fonte rica de pesquisa para estudantes, artistas, pesquisadores e também para o público, sem qualquer tipo de restrição.
O acervo conta ainda com coleções especiais de livros raros e publicações esgotadas, além de documentos históricos que ajudam a contar a trajetória do MAM e seu impacto na cultura e nas artes visuais brasileiras.
O funcionamento é pensado para facilitar o acesso dos interessados. Durante o horário de atendimento, os visitantes podem manusear livros, consultar materiais de arquivo e explorar as coleções sem qualquer custo. O ambiente foi modernizado para oferecer conforto e acessibilidade.
— Nosso objetivo é que a biblioteca não seja apenas um espaço de consulta, mas também de descoberta, aprendizado e inspiração para quem se interessa por arte e cultura — afirmou um representante do museu.
A reabertura da Biblioteca do MAM marca um importante passo na preservação e difusão da memória artística e cultural do país. A iniciativa reforça o compromisso do museu em tornar seu acervo acessível a todos, incentivando a pesquisa, a educação e a valorização da produção artística brasileira.














