Barricada Zero avança e destrava acessos em comunidades da Zona Norte

Barricada Zero

A operação Barricada Zero ganhou força nesta terça-feira ao avançar sobre comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro e também em áreas de São Gonçalo, promovendo a retirada de bloqueios erguidos por criminosos e devolvendo acessos fundamentais aos moradores. Até agora, mais de 4,4 mil toneladas de barricadas já foram removidas desde o início da ação.

A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional do Estado e reúne forças da Polícia Militar, Polícia Civil, secretarias estaduais e prefeituras. As equipes utilizam retroescavadeiras, caminhões e equipamentos hidráulicos para desmontar rapidamente as estruturas ilegais e permitir, sempre que possível, o início imediato da recuperação das vias.

Na Zona Norte, os trabalhos desta terça-feira se concentram em regiões consideradas prioritárias pelas autoridades: Morro do 18, Morro do Engenho, Favela da Galinha, Complexo do Chapadão e Parque Esperança. Em São Gonçalo, a operação segue atuando no Jardim Catarina, um dos bairros mais impactados pela presença das barricadas.

Somente na segunda-feira, as equipes retiraram cerca de 420 toneladas de obstáculos em ações realizadas no Rio, em Duque de Caxias e em São Gonçalo. O volume reforça o caráter permanente da operação, que mantém ritmo diário para reabrir ruas e vias antes inutilizadas pela atuação do crime.

De acordo com o governador Cláudio Castro, a expansão da Barricada Zero promove efeitos diretos na rotina da população. Segundo ele, a retirada dos bloqueios representa a retomada de direitos básicos e a volta efetiva do Estado a áreas que estavam isoladas. O governador destacou ainda que a parceria entre governo e prefeituras tem sido essencial para acelerar os trabalhos.

Com o mapeamento contínuo das áreas mais críticas, a expectativa é que novas frentes de atuação sejam abertas nos próximos dias. A meta do governo é ampliar o alcance da operação, restabelecer a circulação de moradores, garantir a chegada de serviços públicos e reduzir a influência das organizações criminosas nas comunidades.

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