Barbeiro é morto a caminho do trabalho em Barros Filho

Fábio Oliveira Fortes

Barbeiro é morto em Barros Filho, Zona Norte do Rio de Janeiro, está sendo investigada pela Polícia Civil. A vítima, Fábio Oliveira Fortes, de 25 anos, foi baleada na manhã desta quinta-feira (1º), pouco depois de chegar ao bairro para mais um dia de trabalho.

De acordo com relatos de testemunhas, Fábio tinha acabado de chegar à Estrada do Camboatá, local onde ficava a barbearia em que trabalhava, quando decidiu tomar um café na rua com um amigo. Nesse momento, um carro branco se aproximou e, de dentro dele, criminosos armados atiraram contra os dois.

O barbeiro foi atingido na cabeça e chegou a ser levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, mas não resistiu. O amigo que estava com ele conseguiu fugir e não foi identificado até o momento.

Segundo a investigação inicial, há indícios de que o ataque foi promovido por integrantes do Comando Vermelho (CV), que seriam oriundos do Chapadão. A área onde ocorreu o crime é dominada pela facção rival, o Terceiro Comando Puro (TCP), o que reforça a suspeita de um ataque relacionado à disputa territorial.

O caso causou revolta entre os moradores. Pouco depois do crime, um grupo iniciou um protesto e bloqueou a Estrada do Camboatá com objetos em chamas. A Polícia Militar foi acionada e precisou usar um blindado para liberar a via.

Nas redes sociais, a irmã de Fábio lamentou a tragédia e repudiou qualquer associação do jovem com atividades criminosas:
“Meu irmão nunca foi bandido, mas infelizmente o lugar onde ele morava só vive em confronto entre facções. Ele era barbeiro e com isso sustentava seu filho, que já perdeu a mãe também”, declarou em depoimento ao G1.

O corpo do barbeiro foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML), e familiares estiveram no local nesta sexta-feira (2) para providenciar a liberação.

A tia do rapaz, Maria Silva, destacou que Fábio era querido na comunidade e ressaltou a presença de trabalhadores honestos no local:
“O Fábio levou um tiro na cabeça e outro no peito. Era trabalhador, barbeiro. Ele era querido por todos na comunidade. Ele deixa um filho de 5 anos. A pergunta que fica: como vai ficar uma criança sem pai e mãe? Na comunidade também existem pessoas de bem. Trabalhadores. E o Fábio era um deles”, afirmou em depoimento ao G1.

Ainda não há informações sobre o velório e o enterro. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que busca identificar os autores do crime e confirmar a motivação.

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