A Polícia Civil investiga quadrilhas especializadas no furto de caminhonetes de luxo no estado. Só no primeiro semestre deste ano, bando furtou 135 Hilux no Rio, segundo levantamento das autoridades. Os criminosos atuam principalmente na Zona Sul, Barra da Tijuca, Zona Oeste e Tijuca, e contam com o apoio de facções do tráfico.
Entre as vítimas está o ator Du Moscovis, que teve sua Toyota Hilux levada na Gávea, no dia 5 de julho. Imagens mostram o momento em que um homem de casaco se aproxima do veículo, estacionado na Rua Oitis, e foge com ele. O carro teria sido visto, dias depois, na Rodovia Presidente Dutra, em direção à cidade de São Paulo.
Conforme a delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP (Gávea), o destino mais comum desses veículos é a Favela Nova Holanda, na Maré, onde são clonados com uso de documentos falsos e adulterações no chassi. Depois disso, são revendidos para outros estados — como Goiás, Maranhão e São Paulo — ou enviados ao Paraguai, onde muitas vezes são trocados por armas, drogas e munições.
“São carros muito visados por serem potentes. É uma caminhonete que tem um preço alto e revende rápido quando clonada. Sabemos que são vários grupos especializados nesse tipo de furto, com apoio de facções criminosas. Uma das formas de financiar essas facções é justamente por meio do furto e da clonagem de veículos”, afirmou a delegada em entrevista ao jornal O Dia.
Nos últimos dias, quatro suspeitos de envolvimento com os furtos foram presos por policiais da 15ª DP, com apoio da Polícia Militar. A investigação identificou ainda o uso de um equipamento eletrônico conhecido como “programador de chaves”, comprado pela internet. O dispositivo é capaz de copiar o sistema de ignição dos carros, permitindo que os criminosos acionem os veículos sem danificar a lataria.
Outro caso citado foi o do empresário Fábio Orcioli, que teve sua Hilux blindada, ano 2017, avaliada em cerca de R$ 220 mil, furtada na Rua Olegário Maciel, na Barra. “Foi uma sensação de desespero. Voltei no dia seguinte para pegar o carro. Estava com minha filha e a gente estava a caminho da praia para dar um mergulho. Além do carro, perdi a carteira com dinheiro, cartão de crédito e óculos”, relatou ao jornal O Dia.
As investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes das quadrilhas e interromper a rota de tráfico dos veículos furtados.














