O ataque a tiros em Nova Iguaçu deixou seis mortos após homens armados abrirem fogo contra um bar no bairro Ponto Chic, na noite de domingo (9). Entre as vítimas está Júlio César Ornelas de Lemos, de 53 anos, filho do diretor-presidente do jornal Hora H, da Baixada Fluminense. Outras cinco pessoas morreram baleadas, incluindo uma mulher que passava pelo local.
Na manhã desta segunda-feira (10), o estabelecimento conhecido como Boteco Du Mi amanheceu com diversas marcas de tiros e manchas de sangue espalhadas pelo chão, evidenciando a violência da ação. O crime chocou moradores da região e reforçou o clima de insegurança no entorno.
Segundo a Polícia Militar, Ana Cristina dos Santos, de 57 anos, chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Geral do município, mas não resistiu aos ferimentos. Outra vítima de bala perdida, Jéssica Lorena Sampaio, de 34 anos, foi atingida na perna, recebeu atendimento médico e teve alta.
As investigações estão a cargo da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Além de Júlio, a Polícia Civil identificou Fagner Ribeiro de Paiva entre os mortos. As identidades de outras três vítimas ainda não haviam sido divulgadas até a última atualização. Diligências seguem em andamento para apurar autoria e motivação do crime.
Após o ataque, o site do jornal Hora H ficou fora do ar. Procurada, a família informou que não irá se pronunciar neste momento. “Neste momento, a família Lemos não irá se pronunciar, até porque ainda não há fatos concretos esclarecidos. As informações que temos são as mesmas que vêm sendo divulgadas pela imprensa até agora. Vamos aguardar o andamento das investigações e, somente após a apuração dos fatos, será feito um pronunciamento oficial”, explicou.
No Instituto Médico Legal do município, um amigo das vítimas lamentou o ocorrido. “A gente sente porque é uma pessoa que eu conhecia, né? Eu vi crescer todos, foram criados comigo. Da época de sofrimento meu. São gente boa, não são envolvidos em nada de parada de errada”, disse Leandro de Souza.
Em 2019, Júlio chegou a ser preso enquanto trabalhava como gerente de um hotel em Porto Seguro, no sul da Bahia. Ele era suspeito de envolvimento na morte de um casal em Nova Iguaçu, em 2017. Até o momento, não há informações sobre local e horário dos enterros.
Em 2013, o empresário José Roberto Ornelas de Lemos, conhecido como Betinho e irmão de Júlio, foi executado com dezenas de tiros em uma padaria no bairro Corumbá, também em Nova Iguaçu. À época, o caso foi associado a conflitos com a milícia local, segundo denúncia do Ministério Público.














